sábado, 16 de maio de 2020

SE






PONTO E CONTRAPONTO - por Jayme José de Oliveira
“Por mais brilhante que sejas, se não fores transparente, tua sombra será escura”.

SE
Numa sociedade multifacetada em que as pessoas exercem seu livre arbítrio seguindo critérios individuais, haverá sempre dissintonias até no convívio familiar. Ipso facto essas divergências se acumulam com o aumento das pessoas envolvidas e assim se explicam os desentendimentos verificados diuturnamente.
Gremistas discordam de colorados, religiões promovem a formação de agrupamentos congêneres e, se nos embrenharmos na política as dissenções descambarão para entrechoques com consequências desastrosas. Não é prudente, na atualidade, o encontro de “bolsomínions” com “petralhas” pelo risco de embates onde a violência não pode ser descartada.
Impedir a diversidade, característica inerente à espécie humana seria uma ação que deslustraria o que de mais sublime possuímos, seria, em última instância, nivelar o homo sapiens aos seres regidos rigidamente pelos instintos básicos de sobrevivência e reprodução.
Thomas Morus, em 1516 elucubrou “Utopia”, um país onde não existia dinheiro e tudo era de propriedade comum. Em contrapartida a ascensão social era também uma quimera, os nascidos num patamar da escala social lá permaneceriam e seus descendentes idem. A ferro e fogo não se admitiam contestações, sob pena de, inclusive, escravidão. Como, escravidão numa sociedade sem classes? Examinando em detalhes pouco diferia de uma colmeia ou de um formigueiro.                Seriam felizes os “acomodados”?  Será esta “UTOPIA” a raiz da felicidade?
Afortunada a sociedade em que os diferentes são admitidos e acolhidos; onde não impera a lei do mais forte; onde é permitido sonhar com a ascensão conseguida através do esforço e da pertinácia; onde podemos almejar um futuro altaneiro aos descendentes; onde é permitido falhar e nem por isso ser execrado (contanto que corrijamos os nossos erros).
Numa entrevista, Michael Jordan, o maior jogador de basquete de todos os tempos declarou:      Eu posso aceitar falhas, mas não posso aceitar não tentar”.                                                                      “Você deve esperar grandes coisas de si mesmo antes que possa fazê-las”.                                                  “Para aprender a ter sucesso, é preciso primeiro aprender a fracassar”.                                                               “Se há uma característica comum aos grandes campeões é a habilidade de manter o foco. Nunca deixe de tentar”.  
Não apenas Michael Jordan. Pelé, Einstein, Gandhi, Mandela, Cristo, Buda, Maomé... – todos tiveram percalços – e devem ser cultuados. A mais humilde e mesmo inculta pessoa deve também ser enobrecida e reconhecida como expoente, desde que cumpra seus deveres e contribua com sua parcela para o giro do progresso.
No outro lado, convictos (são muitos e de variadas espécies) abdicam do seu direito, diria até hombridade de pensar e agir pelo próprio tirocínio e se aglomeram na vala comum dos áulicos, vulgares “puxa sacos” de ídolos com pés de barro. Só assim se explica – aqui não vou citar nomes, pseudo-ídolos são fascinantes e persistentes, similares todos -. Hipnotizados, seus seguidores se deixam engabelar para que os sigam, os defendam e por eles abdiquem da condição de seres pensantes. Ao ouvirem esses gurus, nunca dizem nada, restam permanentemente embasbacados, boquiabertos.
Sejamos orgulhosos sem prepotência, humildes sem subserviência, coerentes sem intransigência. Só assim seremos o que Rudyard Kipling pensou ao se dirigir ao seu filho, no seu mais famoso poema: “Se”, que assim conclui:
“Se é capaz de dar segundo por segundo                                                                                  ao minuto fatal todo valor e brilho.                                                                                        Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo                                                                      e – o que ainda é muito mais – és um Homem, meu filho!”

SE Rudyard Kipling1 minuto e 51 segundos                                                                                Declamado pela voz do psicólogo brasileiro Leonardo Goldberg, na tradução de Guilherme de Almeida.
Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado

A ROUPA NOVA DO REI






13 – CIÊNCIA E CULTURA

Marília Gerhardt de Oliveira


“A ROUPA NOVA DO REI”
Todos os anos, na infância e na juventude, minha mãe me levava à Feira do Livro de Porto Alegre. Ela buscava (e recebia) doações para repor as perdas da Biblioteca do Grupo Escolar em que trabalhava em São Leopoldo, devastada a cada enchente do Rio dos Sinos. Eu conseguia comprar várias obras, nas caixas de ofertas, ricas em livros das mais variadas correntes literárias, com minha mesada.
Uma festa cultural! Um prazer em ler, ler, ler! Aprender mais, mais, mais!
Um aprendizado de Solidariedade que moldou meu caráter e procedimentos para toda a vida.
Na última eleição, milhões de eleitores brasileiros não optaram por nenhum dos dois candidatos, no segundo turno, o que, por si só, é bastante emblemático e significativo.
Mas, democraticamente, a maioria optou por um Messias, um Mito.
Sua Família e seus anexos, extasiados, pensaram que não precisariam assumir um tom elevado científica e culturalmente, que a envergadura do cargo exige. Optaram pelo sectarismo ideológico e religioso, pelo revisionismo ignorante da História e até mesmo pelo Terraplanismo.
“Arminha” para Cientistas, Professores Universitários, Ecologistas, Artistas e pessoas que se permitissem divergir com argumentos ponderáveis.
Insistem ser nosso Brasil (de todas e todos) a maior concentração convicta de “comunistas” do Planeta Terra.
Mas um vírus expôs a visão eugênica desta gente: o Covid-19.
Vida com qualidade e Economia, sim, são interdependentes.
Porém, administrando a Pandemia com planejamento estratégico, base científica e critérios como a Equipe do excelente jovem Governador Eduardo Leite (eleito democraticamente pelo povo gaúcho), minimiza-se perdas econômicas, pois se alivia a pressão no Sistema de Saúde, reduz-se a perda de valiosas vidas (todas) e a sociedade tende a retornar à normalidade laboral com maior brevidade.
Infelizmente, a Depressão Mundial pós Covid-19 está posta.
Neste cenário gravíssimo, assessorar-se de produtores e disseminadores de Fake News só agrava o quadro e expõe ao ridículo mundial nosso amado Brasil.
Continuo a frequentar a Feira do Livro no Centro de Porto Alegre, anualmente.
Aproveito e passo pela Igreja do Rosário para assistir uma Santa Missa.
Mais recentemente, retomei vivamente as lembranças da minha infância.
Por quê será?

Que roupa é esta Papai?
Eu não vejo nada não!  
Para mim o Imperador...
Está mesmo é sem calção!
(“A ROUPA NOVA DO REI”)



Marília Gerhardt de Oliveira
gerhardtoliveira@gmail.com

terça-feira, 12 de maio de 2020

ACELERANDO A CURA





PONTO E CONTRAPONTO - por Jayme José de Oliveira
“Por mais brilhante que sejas, se não fores transparente, tua sombra será escura”.

ACELERANDO A CURA
Pode-se dizer que as doenças são contemporâneas ao surgimento dos seres vivos. O homo sapiens, ao contrário dos demais, sempre procurou conhecer as causas e os efeitos para sobreviver com saúde.
Inicialmente atribuiu-se aos deuses, que as infligiam como castigo pelos pecados cometidos, individual ou coletivamente. Pajés, feiticeiros, sacerdotes tentavam exorcizar com orações, sacrifícios ou qualquer alternativa possível.
Paulatinamente, com a evolução dos conhecimentos focou-se na natureza factual a origem e, após conhecidas as causas, descobrir os procedimentos para debelar as consequências. Surgiu o primeiro arremedo de ciência médica, ainda vinculada ao misticismo. Isso perdurou por muitos séculos e ainda guarda resquícios na atualidade. Sacerdotes, místicos, curandeiros e charlatães, cada qual em seu pedestal. A ciência médica admite a influência da FÉ no decorrer do tratamento, denomina de fatores psicossomáticos e lhes atribui valores importantes.
Um salto gigantesco ocorreu quando Ignaz Semmelweis, um médico húngaro pioneiro dos procedimentos antissépticos, Louis Pasteur, criador da vacina contra a raiva e Joseph Lister, que compartilhava os pensamentos de Pasteur e os aplicou nos procedimentos cirúrgicos usando ácido fênico. Em 1976, Robert Koch finalmente conseguiu comprovar a correlação micróbios-infecções, abriu-se o portal para a moderna medicina que nunca mais parou de se aperfeiçoar.
Duas técnicas se revelaram relevantes para prevenir, controlar e debelar as doenças provocadas por micro-organismos: vacinas para prevenir, soros, drogas e antibióticos – estes com primordial importância - para debelar as infecções, depois de instaladas.
No início o tempo que mediava entre o aparecimento de uma doença e sua cura era medido em séculos, diminuiu para anos e continua o processo de abreviar.  Com o avanço da técnica e numa aceleração vertiginosa chegamos ao estágio atual: as primeiras tentativas de comprovação em humanos da eficácia esperada se reduz a 4 meses, como podemos verificar no quadro demonstrativo.




As vacinas garantem uma imunidade que pode se estender por um período prolongado – 20 anos para a BCG (tuberculose, tempo suficiente para o organismo criar uma defesa eficiente) -, até a necessidade de revalidação atual (H1N1, gripe)-. Para o HIV (AIDS) ainda não se conseguiu vacina, apenas tratamento que permite uma vida ativa e relativamente normal.
Os micro-organismos não reagem de maneira similar e o Herpes não tem cura definitiva, permanece em latência por toda a vida da pessoa aguardando uma baixa imunidade para reaparecer ciclicamente.
Eurico Arruda, pesquisador brasileiro, professor titular de virologia da USP, alerta para a possibilidade de o vírus do COVID-19 permanecer por tempo indeterminado no organismo de algumas pessoas esperando uma fragilidade para reativar, podendo inclusive ser transmitido mesmo com uma ausência de sintomas. É uma hipótese ruim, teríamos mais uma doença incurável como o herpes.
ESTA É A MAIS PREOCUPANTE AMEAÇA DO COVID-19.


Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado


quinta-feira, 7 de maio de 2020

EXEMPLOS EDIFICANTES




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PONTO E CONTRAPONTO - por Jayme José de Oliveira e Marília Gerhardt de Oliveira
“Por mais brilhante que sejas, se não fores transparente, tua sombra será escura”.

EXEMPLOS EDIFICANTES
Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda pela sua religião. Para odiar as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar” (Nelson Mandela)
Nelson Mandela (1918-2013) foi presidente da África do Sul. Foi o líder do movimento contra o apartheid, legislação que segregava os negros no país. Condenado em 1964 à prisão perpetua foi libertado em 1990, depois de grande pressão internacional. Em 1993 Nelson Mandela e Frederik Willem de Klerk foram agraciados com o prêmio Nobel da Paz pelos seus esforços para acabar com o apartheid na África do Sul.                                                                                                              Frederik de Klerk, um politico sul-africanopresidente da África do Sul foi o último branco a ocupar o cargo, passou para a história por ter libertado Mandela da prisão e lutar pela abolição do apartheid. Um exemplo de como adversários figadais, quando a boa vontade se faz presente podem cooperar sinergicamente para a consolidação da paz e redimir um passado de ódio. Teremos no Brasil algum dia pessoas dignas e capazes de imitar um gesto tão grandioso quão raro?                                                                                                                                                       Após longas negociações Mandela conseguiu a realização das eleições multirraciais em abril de 1994. Seu partido saiu vitorioso e foi eleito presidente da África do Sul. Willem de Klerk, com a democratização assumiu o cargo de vice-presidente. Finalmente, o governo de Mandela, com maioria no parlamento, acabou com o longo período de opressão aprovando importantes leis em favor dos negros. Governou até 1999, quando conseguiu eleger seu sucessor. Em 2006 foi premiado pela Anistia Internacional por sua luta em favor dos direitos humanos.
A história da humanidade está repleta de exemplos onde os personagens praticaram atos de altruísmo que os dignificaram. Nelson Mandela, Willem de Klerk e o bispo anglicano Desmond Tutu conjugaram esforços para erradicar a chaga do apartheid na África do Sul.
Desmond Tutu é um dos mais conhecidos ativistas dos direitos humanos da África do Sul, ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 1984 pelos seus esforços em acabar com o apartheid. Quando as primeiras eleições multirraciais da África do Sul foram realizadas em 1994 elegendo Nelson Mandela como o primeiro presidente negro da nação, Desmond Tutu foi nomeado Presidente da Comissão da Verdade e Reconciliação (CVR). Além do Prémio Nobel Tutu foi agraciado com inúmeros prêmios, incluindo o Prêmio “Pacem in Terris”, o Prêmio Bispo John T. Walker de Serviço Humanitário Distinto, o Prêmio Liderança Lincoln e o Prêmio Gandhi da Paz.
Diametralmente oposta, a situação de conflito entre árabes e judeus se arrasta desde os tempos bíblicos. O episódio Daniel X Golias ilustra esta realidade secular.                                                                         Não podemos deixar de ressaltar que árabes e judeus podem ser considerados povos irmãos geneticamente. Abraão teve vários filhos entre eles, Isaac, da sua esposa Sara e Ismael filho da escrava Agar, dos quais descendem respectivamente os judeus e os árabes.                                                                                                                    
"Judeus e árabes são realmente filhos de Abraão e preservaram suas raízes genéticas do Oriente Médio por mais de 4.000 anos."
Harry Ostrer, Diretor do Programa de Genética da Universidade de Nova York, traz a luz um ambicioso estudo realizado em conjunto por Cientistas dos Estados Unidos, Israel, Itália, Grã-Bretanha e África do Sul colhendo amostras de DNA de 1.300 homens das duas etnias, em 30 países. Comprovou-se que judeus, palestinos, sírios e libaneses possuem um ancestral comum que teria habitado o Oriente Médio há 4.000 anos. A Ciência pode alicerçar pontes entre Fé e Razão, reconciliando estes campos do viver humano com grandeza e inteligência emocional.
Num mesmo continente, duas situações que podem ser consideradas similares, disputas aparentemente irreconciliáveis têm desdobramento antípoda. África do Sul pacificada, Oriente Médio sem perspectivas de acordo a curto, médio ou longo prazo. Faltam outros Mandelas, Klerks e Tutus.
No Brasil é fato notório que conterrâneos não são adversários, situação admitida numa democracia, são facções que se portam como inimigas figadais, irreconciliáveis.  Getúlio X UDN de Lacerda, ditadura X guerrilhas, ARENA X MDB. Não aprendemos nada com esses confrontos, atualmente a situação não é diferente. Estamos atrelados ao que pejorativamente podemos classificar como bandos de irresponsáveis. Podemos afirmar, sem a menor possibilidade de erro, que nossos dirigentes se esmeram em pensar nas próximas eleições (reeleições) e descuram das consequências que advirão para os brasileiros hoje e, também, para as próximas gerações.                                                                                                                                                                Patinamos diuturnamente e não vemos, mesmo remotamente, a possibilidade de surgirem Mandelas, Klerks e Tutus brasileiros.
ATÉ QUANDO?


Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com

Marília Gerhardt de Oliveira
gerhardtoliveira@gmail.com

sexta-feira, 1 de maio de 2020

ORÇAMENTO IMPOSITIVO




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PONTO E CONTRAPONTO - por Jayme José de Oliveira
“Por mais brilhante que sejas, se não fores transparente, tua sombra será escura”.

ORÇAMENTO IMPOSITIVO – 30/04/2020
“Todos queremos viver uma vida livre de turbulências, mas precisamos de um método realista para chegar lá. O afeto é fundamental – ele produz uma mente calma e confiante, nos habituando a agir de forma aberta, honesta e transparente, livre da ansiedade, medo e desconfiança”. (Dalai Lama)
As palavras do líder Tibetano afloram dum coração que durante toda a vida se esmerou em pregar a boa vontade entre os homens, olha que ele viveu entre lobos e... persistiu sem ressaibos de rancor, raiva, pelo contrário, permaneceu impávido e este é seu maior galardão.
A magia do ZEN, uma palavra sinônimo de calma, de mente tranquila, é também uma arma que desarma. Uma afiada espada para diminuir as elucubrações descontroladas da mente. Parece difícil, mas não é impossível. Para praticar o ZEN é indispensável viver em harmonia consigo mesmo. Para quem não admite viver em paz consigo e com TODOS os outros, é, sim, impossível.
Como vivemos num mundo conturbado, um estilo de vida que exige respeito aos nossos adversários, oponentes – veja que não digo inimigos – inimigos não existem para quem vive em paz consigo mesmo. Repito: adversários sim, inimigos nunca!
No meio em que vivemos, regido pelo desejo de levar vantagem em tudo, é difícil acreditar que um dia chegaremos lá.  Os fatos passados e mesmo os recentes nos induzem a descrer. Senão vejamos:
Em 28/08/1997 FHC vetou o aumento de Fundo Partidário de R$ 42 milhões para R$ 420 milhões, aprovado pela Câmara dois dias antes.
O senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA), presidente do Senado, disse ser contrário ao financiamento público para as campanhas eleitorais. “Sou contra o financiamento público, acho que o governo tinha e tem maiores obrigações de fazer a informatização do pleito eleitoral para que ele represente a vontade do povo, até porque o financiamento público vai ocorrer em conjunto com o financiamento privado”, alegou.                                                                                                                                              Para o senador, “o dinheiro público deve der empregado em escolas, hospitais e segurança pública, no interesse do cidadão e não colocado à disposição dos partidos políticos”.            Antônio Carlos Magalhães antecipou que “se tiver votos” para isso, vai derrubar a proposta quando for submetida à apreciação do Senado. Mas fez a ressalva de que cumprirá a vontade que vier expressa pela maioria dos senadores.
Como ficou claro, o senador foi voto vencido e mais: os R$ 420 milhões subiram de valor até alcançarem os atuais R$ 2 bilhões. Bolsonaro assinou a LOA (Lei Orçamentária Anual) sem vetos, alegando que, caso vetasse a medida ele estaria violando o artigo 85 da Constituição Federal, aborda as situações nas quais um presidente da República pode cometer crime de responsabilidade e estaria sujeito a um processo de impeachment.                                                                                               O Fundo Eleitoral foi aprovado pelos congressistas para o orçamento de 2020 no dia 17 de dezembro de 2019. Não devemos, nem podemos esquecer que, na CMO (Comissão Mista do Orçamento) houve uma tentativa de inflar o fundo para R$ 3,8 bilhões.
Consideram exagerados os R$ 2 bilhões? Eu também. Agora, como tudo pode ser piorado, o Congresso delibera sobre a possibilidade de utilizar ao seu bel prazer R$ 15 bilhões do Orçamento Anual para 2020, sob a forma de “Orçamento Impositivo”, onde o presidente da república não tem direito a veto.
No início de março, em reunião com o presidente do Senado, Davi Alocumbre (DEM-AP) e líderes partidários, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) chegou a dizer que se o governo descumprisse o acordo de por no Orçamento Impositivo R$ 15 bilhões à disposição do Legislativo não votaria nenhum outro projeto de remanejamento orçamentário até o fim do ano.
ISSO NÃO É CHANTAGEM?
Veja, o Executivo apresentou três projetos ao Congresso e solicitou que mantivesse os vetos ao Orçamento Impositivo. Dos três PLNs apresentados, apenas o que regulamenta o Orçamento Impositivo foi aprovado. (Zero Hora, 11/03/2020)
ISSO NÃO É CHANTAGEM?
Comparemos, agora, a disparidade daquilo que preconiza o Dalai Lama e o que norteia as ações dos nossos políticos, os congressistas neste caso em primeiro plano.
OREMOS.

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado

sábado, 25 de abril de 2020






PONTO E CONTRAPONTO - por Jayme José de Oliveira
“Por mais brilhante que sejas, se não fores transparente, tua sombra será escura”.

MANIFESTAÇÕES ESPÚRIAS
“Três sindicatos se uniram para patrocinar uma ação judicial que tenta impedir a realização de carreata programada para Porto Alegre em defesa do fim das medidas de distanciamento social”. (Zero Hora, 18/04/2020)
A ação foi impetrada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Judiciário Federal, Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e CEPERS.
Apoio integralmente esta iniciativa, proclamo isto com convicção. E mais, os órgãos de classe que rotineiramente convocam e coordenam manifestações de protesto similares, que OBEDEÇAM A MESMA DIRETRIZ, EVITEM O MESMO ERRO.
Não considero justo, sensato, razoável, coerente, acionar judicialmente manifestações públicas que não compactuem com os desejos desses grupos e, quando considerarem conveniente tornar públicos interesses corporativos dos mesmos questionadores, recorrer não apenas a manifestações igualmente perturbadoras da ordem, fazê-lo inclusive usando violência e depredações para tentar impor seus clamores, justos muitas vezes, espúrios com frequência.
O que é aceitável para uns é permissível para todos. OU PARA NINGUÉM.
Reitero, veementemente, o direito de ir e vir está expresso na Constituição Federal de 1988, no artigo 5º, inciso XV. “É livre a locomoção no território nacional em tempos de paz, podendo qualquer cidadão se locomover livremente nas ruas, nas praças, nos lugares públicos”.
Este direito já era defendido por Jean-Jacques Rousseau, no século XVIII. Esta liberdade também foi assegurada pela Magna Carta - um documento de 1215 que limitou o poder dos monarcas da Inglaterra, especialmente o do rei João, que o assinou, impedindo assim o exercício do poder absoluto - em seus artigos 41 e 42. (Clique nas palavras em azul para maiores detalhes)
No Brasil, desde a primeira Constituição, outorgada em 25 de março de 1824, no seu título VIII.     A Constituição de 1934 repetiu expressamente essa garantia e o mesmo ocorreu em 1937 e em 1946.
Como podemos verificar, há séculos, o direito de locomoção é assegurado pelos regimes jurídicos. Repito, qualquer tentativa de manifestação que prejudique o livre trânsito deve ser coibida nos termos da lei, não importa quem patrocine o evento.
Um último adendo: manifestações que impedem a livre circulação podem, e o fazem com frequência, bloquear o trânsito de ambulâncias transportando pacientes necessitados de assistência médico-hospitalar, o comparecimento aos locais de trabalho, a ida de estudantes aos estabelecimentos de ensino, de fiéis aos seus cultos, de cidadãos ao seu lazer, de todo e qualquer transeunte ao seu destino.
As mesmas organizações que ora se arvoram em questionadoras, com justa razão, incidem no mesmo despautério ao provocarem manifestações públicas, inclusive confrontando autoridades encarregadas de proteger o que tem de ser preservado. Pessoas alheias aos movimentos merecem respeito.
Não é admissível o uso de dois pesos e duas medidas.
Certas corporações quando se defrontam com movimentos que as desagradam... acionam a Justiça. Quando promovem manifestações... invocam o direito de livre exteriorização da opinião. Não podemos admitir, repito, atitudes heterodoxas estimuladas por grupos específicos, por corporações descontentes com atitudes e fatos, por agentes políticos, mesmo que apoiadas por autoridades que deveriam ser as primeiras a defender a lei e a ordem vigente.
O QUE VALE PARA UNS, É DIREITO E DEVER DE TODOS. SEM EXCEÇÕES.

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado

domingo, 19 de abril de 2020

JACINDA E JORGE





12 – CIÊNCIA E CULTURA

Marília Gerhardt de Oliveira


JACINDA E JORGE
A Primeira Ministra da Nova Zelândia, JACINDA KATE LAURELL ARDERN, com seu ilustre corpo de cientistas conselheiros, fechou as fronteiras e iniciou isolamento social de modo prematuro, ANTES da transmissão comunitária de Covid-19.
Implantou Educação ON-LINE para crianças e hospedou neozelandeses que retornavam de outros países em hotéis para quarentena obrigatória.  
Priorizou a maior riqueza da humanidade:  a VIDA, sem o que a Economia se torna uma mera peça de ficção científica.
EXEMPLAR, como já reportamos em textos anteriores, JORGE BERGOGLIO, o Papa Francisco, preencheu o aparente “vazio” nos amplos espaços vaticanos com espiritualidade, boa eticidade e misericórdia.
Louvores a todas e a todos, que devem se manter trabalhando em atividades essenciais: produção, transporte, distribuição e comércio de alimentos, assim como gêneros de higiene e limpeza, bem como combustíveis e gás; às equipes multiprofissionais de saúde; aos policiais civis e militares; às Forças Armadas, responsáveis pelo indispensável controle de fronteiras, bem como participação efetiva em tarefas de higienização e desinfecção de espaços públicos, transporte e destino de vítimas de COVID-19;  aos trabalhadores de funerárias e cemitérios;  aos funcionários de óticas e farmácias.
Louvores aos técnicos em eletricidade, água de abastecimento, saneamento básico, telefonia e internet, lixeiros e recicladores.
Louvor à Defesa Civil, às iniciativas de solidariedade a partir de ONGs e voluntários.
Louvor ao Judiciário, atento quanto a constitucionalidade de ações e projetos.
Louvor aos Governadores que dialogam com a sociedade civil organizada e tem proposto medidas meritórias.
Louvor a Prefeitos que exijamm utilização de máscaras em espaços públicos e atuem no sentido de reduzir riscos.
Louvor a todas e a todos que se preocupam em organizar atendimento ao público, seja ON-LINE/HOME OFFICE como funcionários de Bancos e Seguradoras de saúde e veículos/transportes, assim como de Assistências Técnicas fundamentais, nas mais variadas áreas.
Louvor ao Jornalismo que não esconde a VERDADE e enfrenta a truculência com coragem.
Louvor aos comerciantes que monitoram a entrada de número limitado de pessoas, organizam filas com distanciamento na espera pelo atendimento e proveem equipamentos de proteção individual (EPI) aos seus funcionários, além de praticar rodízio dos mesmos nas escalas de trabalho.
Louvor aos Educadores que se mantem ativos, mesmo ON-LINE, enfatizando-se também que cada pessoa formada na área de Saúde pode (e deve) ser um Educador incansável na instrução, na motivação e na mobilização de seu entorno sobre a importância de cada medida profilática, a começar pela higiene das mãos, com água e sabão, uso de máscaras em espaços públicos e, fundamentalmente, não participação em aglomerações.
Louvor aos transportadores, públicos e privados, de pessoas que precisam acessar seu trabalho; às equipes de ambulâncias; aos religiosos que NÃO impõem aos fiéis reuniões presenciais pois sabem e ACREDITAM que Deus é ONIPRESENTE.
Aleluia (alegria)! Deus abençoa os que priorizam a VIDA pois é ONISCIENTE.
A Economia vai mal?  Certamente.  Em todo o planeta Terra.  CAOS!
Mas, infelizmente, o quadro econômico será agravado se perdermos o controle sanitário e os corpos se acumularem nas ruas como no Equador.
Assim, priorizar a vida é trabalhar pelo melhor (menos pior) na Economia.
Simples assim!
Cabe ao Governo Federal, SIM, prover o mínimo aos miseráveis, assim como aos autônomos e ao comércio não essencial.  Apoiar Empresas que garantam emprego por estes até seis meses de crise sanitária, de forma razoável e justa.
E, fundamentalmente, garantir EPI em quantidade e qualidade para as Equipes de Saúde na linha de frente do atendimento ao COVID-19.
Às mulheres e aos homens CIDADÃOS verdadeiramente NÃO interessam passeatas em carros “blindados”, nem políticos que ofereçam seu “colo”.
Queremos CIÊNCIA, respeito à História, à Cultura e ao Ecossistema como forma inequívoca de defesa possível para mitigar danos à Economia.
Não nos orgulhamos de ser nosso amado Brasil pareado, por sua Liderança Democraticamente eleita, à Nicarágua, ao Turcomenistão e à Bielorrússia.
É tempo de SENSATOS e politicamente grandiosos ao invés dos ignorantes e IRRESPONSÁVEIS.

Marília Gerhardt de Oliveira
gerhardtoliveira@gmail.com