segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

MORAL E ÉTICA

CIÊNCIA E CULTURA

Marília Gerhardt de Oliveira

 

23 – Moral e Ética

 

Há uma evidente indissociabilidade entre Moral e Ética.

Em tempo:

- Moral: refere-se aos costumes, aos princípios, às normas e aos códigos que tentam regulamentar o agir das pessoas sob o ponto de vista do que é bom ou mau como uma maneira de garantir seu bem viver (respondendo à questão: o que devemos fazer?);

- Ética: procura justificar racionalmente os princípios que regulam o agir humano, estudando o que é bom ou mau, justo ou injusto (respondendo à questão: por quê devemos agir desta maneira?).

Opções por ser bom/justo ou mau/injusto são guiadas por livre arbítrio.

Para Immanuel Kant, os seres racionais são chamados PESSOAS porque já sua natureza os distingue como fins em si mesmos, isto é, como humanos que não podem ser usados só como meio e, necessariamente, restringindo toda a arbitrariedade. E o Prof. Dr. Joaquim Clotet salienta que todos somos merecedores de Respeito. 

O Século XXI tem por fundamentos a Tecnologia, o Conhecimento, a Criatividade e a Ética.

Os Profissionais das Áreas de Educação, Saúde e Meio Ambiente, com base na Ciência e com atenção à Cultura, deverão identificar problemas (Dilemas Éticos) e propor estratégias multiprofissionais na tentativa de resolvê-los.

Neste campo, em tempos de Covid-19, insere-se a importância de Vacinas (para a Saúde e, por consequência objetiva e direta, para a Economia local e global).

Para uma campanha de vacinas ter êxito é preciso o exemplo positivo da liderança, objetivando atingir pelo menos 70% de cobertura populacional (“imunidade de rebanho”), considerando, neste cálculo, a percentagem de eficácia (o que aumenta de 70% para até 85% a necessária e imprescindível adesão populacional às vacinas).

Alguns ainda argumentam sobre “liberdade individual”. Como assim?

Em tempos de Direitos Humanos Universais e Bioética como alicerces de Políticos Públicas, o respeito ao COLETIVO, principalmente quanto à QUALIDADE de VIDA de TODOS é mais importante e tem valor indiscutivelmente maior. Ou aceitaríamos que por “liberdade individual”, não se respeitassem os Direitos de outrem, por exemplo, nas comunidades em que se vive e trabalha, no trânsito, nas escolas?

Causa espécie as pesquisas que mostram que 20% a 25% dos Brasileiros foram desestimulados a vacinar para Covid-19 (pior ainda se for por opção ignorante face a nação de origem do fármaco).

Mas, certamente, quando, muito em breve, desde o exemplo de países desenvolvidos e bem administrados, o acesso a transporte aéreo, a importantes centros comerciais, a agências bancárias, a inscrição em concursos públicos ou a empregabilidade no mundo corporativo, entre outras atividades, forem vinculados à comprovação da Vacina, muitos vão aderir (ou não... talvez nem todos sonhem em desembarcar em New York, London ou Paris).

Temos convicção de que nosso Presidente da República do Brasil vá aparecer sendo vacinado (em jornais, revistas, televisão, redes sociais) até mesmo para poder viajar e nos honrar com seu discurso anual na Sede da ONU – certamente PRESENCIAL).

É no andar da carruagem que a carga pesada se ajusta. Será um dia notável. Ou, até mesmo, hilário.

 

gerhardtoliveira@gmail.com 

domingo, 20 de dezembro de 2020

NATAL ATÍPICO

 



PONTO E CONTRAPONTO - por Jayme José de Oliveira

“Por mais brilhante que sejas, se não fores transparente, tua sombra será escura”.

 

NATAL ATÍPICO – 20/12/2020

O ano de 2020 vai nos deixar lembranças atípicas, certamente. Acostumados às confraternizações com reuniões onde familiares e amigos se abraçavam, repartiam “Feliz Natal” e “Votos de Ano Novo”, desta vez estamos compelidos a manifestações menos exuberantes. Menos exuberantes, porém, significativas, plenas de apreço e relevância.

A Covid-19 não poderá, jamais, deslustrar esta data universalmente comemorada. Em verdade, algumas providências deverão tomadas para que, após os festejos, ressaibos amargos não ocorram.

- Os encontros serão em grupos reduzidos e, preferencialmente, com pessoas que coabitem. Expandir? Não! Promovam-se encontros grupos virtuais, tão facilitados pelas comunicações ao nosso alcance.

- Muita ventilação, além de ser mais aprazível neste clima onde a temperatura se eleva, permite um ambiente mais descontraído.

- Distanciamento recomendado, dispensa de máscaras apenas à mesa. Abraços, deixemo-los para o dia em que a vacina nos permitir um congraçamento seguro.

- Viagens utilizando preferencialmente automóveis e com pessoas que estejam convivendo no dia a dia. Transporte coletivo, principalmente o aéreo, se possível, evitado- Pessoas com comorbidades e pertencentes a grupos de risco, cuidados exacerbados. Evitar compartilhar espaços com pessoas sintomáticas. Positivados, nem pensar, a vida vale mais que qualquer outra coisa. Só temos uma.

Não estamos exagerando, após superar a primeira onda, países como os europeus e Estados Unidos enfrentam uma segunda, não menos catastrófica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso de máscaras e manutenção de distanciamento, adverte que o surgimento de uma mutação do coronavírus possivelmente agrave o surto já no início de 2021.

O coronavírus continua se espalhando e a manutenção rígida dos cuidados será decisiva para evitar consequências funestas. Todas as pessoas são responsáveis pelo controle da doença e as comemorações do Natal requerem cuidados especiais. A natural euforia, a alegria do reencontro após longo tempo de distanciamento, tudo conspira para um relaxamento, mais que inoportuno,  irresponsável.

Calma, não precisamos ficar ansiosos, precaver-se não é sinônimo de abstenção de um convívio  (desde que observados limites) ansiosamente aguardado, e que momento mais oportuno que as Festas de Passagem do Ano?

Com o número de infecções e internações por Covid-19 subindo em todo o Brasil, esqueçamos as ceias repletas de convidados e optemos por grupos menores, preferencialmente apenas com os moradores da residência. As regras restritivas minimizam os riscos, aumentam a espontaneidade tão essencial ao momento.

O Uruguai se destaca na luta contra o novo coronavírus, o país sul-americano é um dos que estão vencendo a doença. Até o momento registrou apenas 100 mortes numa população de 3.360.854 em 2019 e isso se deve às providências           tomadas pelo governo.

Ainda em meados de março o governo determinou o fechamento de todos os estabelecimentos comerciais exceto farmácias e os de venda de alimentos. Os centros comerciais anunciaram a medida por tempo indeterminado.

Outra medida foi o fechamento das fronteiras com a Argentina e o Brasil. Também foi proibida a entrada no Uruguai de estrangeiros não residentes no país, a preocupação era com as cidades binacionais e fronteiriças onde existem casos de coronavírus e não no Uruguai. Uma especial vigilância é exercida em fazendas que se estendem por ambos os lados da fronteira.

Se quisermos obter resultados similares, temos o exemplo e, também, prestigiemos as vacinas assim que forem disponibilizadas.

POSFÁCIO: Por dez votos a um, o STF autoriza medidas restritivas para quem não se vacinar contra a Covid-19.

O ministro Alexandre de Morais acompanhou o voto do relator, afirmando que “a preservação da vida, da saúde, em um país como o Brasil, com quase 200 mil mortos pela Covid-19, não permite demagogia, hipocrisia, ideologias, obscurantismo, disputas politico-eleitoreiras e, principalmente, não permite ignorância. A vacinação compulsória é uma obrigação do poder público e, também, do indivíduo”.

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado


sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

CONVIVER COM JUSTIÇA PARA TODOS

 


PONTO E CONTRAPONTO - por Jayme José de Oliveira

“Por mais brilhante que sejas, se não fores transparente, tua sombra será escura”.

 

CONVIVER COM JUSTIÇA PARA TODOS

O homem é um ser gregário e para conviver com semelhantes faz-se mister estabelecer regras justas para TODOS, não sendo assim sequer haverá um simulacro de democracia.

“A democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as demais”. (Winston Churchill)

Esta declaração do mais notório líder inglês na II Guerra Mundial avulta, mais uma vez, ao nos depararmos com as dificuldades enfrentadas pelos nossos governantes na tentativa de democratizar – perdoem-me o trocadilho – a distribuição do dinheiro oriundo dos impostos arrecadados de todos nós e utilizados de maneira não democrática. Alguns, os “mais iguais”, são aquinhoados de maneira preferencial. Isso é lastimável.

Os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário são independentes e harmônicos entre si, razão pela qual é vedada a interferência de um na atuação dos demais, salvo nas situações previstas no próprio texto da Constituição.

O STF compreende o repasse do duodécimo como direito líquido e certo dos Poderes Legislativo e Judiciário. O Executivo deve repassar até o dia 20 de todos os meses do ano até 1/12 do valor da receita prevista no orçamento, daí o nome duodécimo.

A Lei Orçamentária Anual (LOA) apenas estima receita e autoriza despesas. Como as receitas são estimadas, é dizer previstas, numa crise econômica é possível que os valores efetivamente arrecadados sejam inferiores à previsão o que representa dificuldades de caixa. Pois bem, por mais contraditória que possa parecer segundo a lógica econômica, a posição do STF é que o duodécimo deve ser calculado com base na previsão (estimativa) de receita constante na LOA e não na receita efetivamente arrecadada. Essa é a posição clássica do STF.

O deputado Camilo Capiberibe apresentou em 26/11/2019 uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 112/19 que determina a entrega de recursos orçamentários do Poder Executivo aos demais poderes, com base na receita efetivamente arrecadada no mês, limitada ao que prevê a Lei Orçamentária. O texto tramita na Câmara de Deputados.

Em 23/12/2016 o governador José Ivo Sartori apresentou a PEC 260, que trata dos duodécimos destinados ao Legislativo, Judiciário, e Ministério Público, rejeitada por 29 votos favoráveis e 19 contrários – são necessários 33 votos favoráveis para a aprovação - e isso representou uma derrota do seu governo. Os parlamentares do RS reprovaram a PEC que estabelecia que os duodécimos devem ser proporcionais à Receita Corrente Líquida efetivamente arrecadada pelo Executivo e não mais em base da estimativa. Foi a primeira tentativa moralizadora intentada no RS.

 O Congresso Nacional promulgou na quinta-feira, 7 de maio de 2020, em sessão solene, a Emenda Constitucional 106, que flexibiliza regras fiscais, administrativas e financeiras durante o período de calamidade pública decorrente do novo coronavírus. O objetivo da emenda, conhecida como “Orçamento de Guerra”, é dotar o governo de instrumentos para gerir as contas públicas e as ações de combate à pandemia da Covid-19. Fonte: Agência Câmara de Notícias

10 de agosto de 2020 — Governador Eduardo Leite foi à Assembleia entregar proposta para a Reforma Tributária RS, tratando dos duodécimos e teto dos gastos. Além da proposta, o governo articula a votação da Reforma da Previdência dos militares que ficou pendente em 2019. O governo está cumprindo o que sinalizou após as conversas com os parlamentares, para dar sequência às reformas e aos ajustes estruturais das contas gaúchas, disse Frederico Antunes (deputado estadual). O Executivo sustenta, com base em um entendimento da Procuradoria Geral do Estado (PGE) que neste momento não precisa de aval nenhum para alterar o método. Amparado numa decisão do STF, o Piratini pode cortar os repasses desde que isso seja feito de forma linear, com base na frustração da receita. Nesse caso a redução deve ser geral para todos os órgãos. O STF já autorizou dois estados a rever os cálculos dos duodécimos – o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Norte.

A proposta do governador Eduardo Leite (PSDB) de reduzir os duodécimos repassados aos poderes, estabelecendo na LDO para 2021, valores com bases nas despesas efetivamente realizadas no exercício de 2019 enfrenta resistências crescentes, a mais recente veio do Legislativo. A avaliação da Assembleia é de que haverá prejuízos para a Casa, que, tradicionalmente, em função de estar mais exposta às críticas, protagoniza maior economia de recursos.

A pandemia do Covid 19 impactou as atividades econômicas mundiais, com diminuição abrupta de recursos, inclusive públicos. O Estado, já apresentava uma redução drástica na arrecadação e não é de desconsiderar refletir no cálculo dos duodécimos que foram calculados sob parâmetros vigentes pré-pandemia. Qualquer pessoa de bom senso admitirá que deverá ser adequado às novas condições. Se os orçamentos domésticos de todos nós deverão se adaptar, que justificativa poderá obrigar o Estado a obedecer parâmetros  totalmente fora da atualidade atual?

jayme josé de oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado


sábado, 5 de dezembro de 2020

PAMUKKALE

 



PAMUKKALE

                                                                                                                                                             

Uma das mais intrigantes regiões da Terra é o Oriente Médio. A mídia nos abastece diariamente com borbotões de informações, nem sempre as mais amenas e alvissareiras. A guerra na Síria, a Primavera Árabe, homens e carros bombas, o convívio litigioso entre Israel e seus vizinhos estão por demais presentes no dia-a-dia. Onde precisamente, ocorrem esses fatos?

O Oriente Médio se localiza no Oeste da Ásia, corresponde à região que se estende do leste do Mediterrâneo até o Golfo Pérsico na confluência de três continentes: África, Europa e Ásia. Não há fronteiras permanentes precisas, abrange toda a região que vai da Turquia a oeste até o Afeganistão a leste. Por que, apesar de toda essa turbulência o turismo se faz presente de maneira tão pujante? Lá estão localizados, entre outros atrativos, sítios arqueológicos milenares que historiam o desabrochar e florescimento da civilização: As pirâmides do Egito, a lendária cidade de Petra, as edificações rupestres da Capadócia, Pamukkale na Turquia...

Na Ásia Menor Oriental, nenhuma região adquiriu um reconhecimento tão rápido como Pamukkale, posicionando-a como um dos centros turísticos mais importantes da Turquia. Há apenas 50 anos não era mais que um deserto onde alguns viajantes ocasionais chegados por acaso vinham aproveitar a calma das vertentes e mergulhar numa profunda meditação diante de algumas colunas antigas ou a Necrópole que se estende por sobre as colinas voltadas para o oeste, deixando de lado perguntar se promover o desenvolvimento seria benéfico ou não.

Contudo, apesar da intensa afluência e as construções desgraciosas que poluem o ambiente de forma brutal, Pamukkale não perdeu seu atrativo. Situado na região do Egeu, dista 20 quilômetros de Denizli.  O rio Méandre irriga o vale e fertiliza esta linda região onde o clima temperado favorece o turismo na maior parte do ano. A bacia do Méandre é uma planície que se situa numa falha tectônica donde surgem numerosas fontes de água quente. A beleza de Pamukkale provém de uma dessas fontes carregada de calcário e outros minerais. Nas proximidades observamos a fertilidade do solo e a diversidade da vegetação. Imensos campos semelhantes a montanhas de algodão, resultantes do depósito de calcário trazido pelas águas que afluem se estendem a perder de vista formando uma paisagem admirável.

A água desce pelos terraços que se elevam a uma altura superior a 100 metros, tépida e convidativa ao banho nas piscinas naturais superpostas assim formadas. As paredes brancas são o resultado do depósito de calcário devido à evaporação da água assim como estalactites e estalagmites se formam no interior de cavernas e são tão admiradas.

O link permite uma viagem virtual de extraordinária beleza. Assistam em tela cheia.

 

https://www.youtube.com/watch?v=AFlUkxLKJVs

 

 

 

 

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado

 



quarta-feira, 25 de novembro de 2020

VACINAS

 


PONTO E CONTRAPONTO - por Jayme José de Oliveira

“Por mais brilhante que sejas, se não fores transparente, tua sombra será escura”.

 

VACINAS

Se muitos decidem não tomar vacinas – e impedir que familiares o façam – estão coletivamente agindo para que outros morram ou fiquem sequelados. O Estado não pode permitir isso, muito menos estimular.

Não há problema em inserir vacinas entre as obrigações que possam ser impostas caso não se obtenha êxito nas tentativas de induzir a população utilizando a mídia para tanto. A vacinação não atinge seus objetivos – salvar vidas – quando depender apenas de decisões individuais. Só funciona quando aplicada de forma maciça.

Se a população não se torna receptiva a uma campanha organizada, o governo não tem apenas o direito, tem a obrigação de adotar medidas coercitivas – o uso do cinto de segurança enfrentou uma oposição ferrenha antes de se introjetar nos hábitos dos motoristas.

 O direito do coletivo prepondera, inequivocamente, sobre o direito individual. Somos uma organização multicultural e mesmo em pleno regime democrático a liberdade individual não pode, jamais, preponderar. Quando o “EU” tenta se sobrepor ao “NÓS”, isso não é democracia, é anarquia e resulta numa sociedade anômica onde o que vige é a “Lei de Gerson”. Quando determinada pessoa, empresa ou corporação obtém vantagens ou exige direitos de forma indiscriminada, sem se importar com questões éticas, morais e, muito menos com os direitos dos outros elementos com os quais convive, está ultrapassando todos os limites.

O exemplo mais impactante, no Brasil, ocorreu durante o mês de novembro de 1904. O Rio de Janeiro, então capital federal, foi palco de uma das maiores revoltas urbanas ocorridas no país: a Revolta da Vacina. Milhares de habitantes protagonizaram nas ruas da cidade violentos conflitos com a polícia. O motivo era uma polêmica medida tomada pelo governo de Rodrigues Alves que convocou o sanitarista Oswaldo Cruz e impôs um ambicioso plano de saneamento da cidade.

A febre amarela, a malária, a varíola, a peste bubônica, o tifo, a tuberculose grassavam . Para proteger a saúde pública o projeto envolvia controvertidas medidas de controle da população e de seus hábitos de higiene. Tendo como meta controlar as epidemias organizou-se uma grande equipe de “mata-mosquitos” e uma declarada guerra aos ratos. No entanto, a medida profilática que mais revolta provocou foi tornar a vacina obrigatória, que passou a ser condição “sine qua non” para matrícula em escolas, admissão em empresas, casamentos e outras atividades. A vida social daquele que se recusasse tornar-se-ia impossível.

Na época a revolta representou um protesto contra o propósito de modernização que estava em curso e, a longo prazo redundou na elevação do padrão de vida da população, principalmente do segmento mais pobre.

Foi um gesto intimorato do presidente Rodrigues Alves, coordenado pelo médico sanitarista Oswaldo Cruz. A esses homens de visão, dispostos a enfrentar uma oposição ferrenha, o Brasil agradece e tem um débito de gratidão eterno.

O simples fato de se tornar imperioso o debate atual sobre a polêmica vacina obrigatória representa uma derrota. Da ciência. Da humanidade. O fato de estarmos em risco de perder conquistas civilizatórias por comportamentos irresponsáveis e obscurantistas nos direciona a reagir ao perigo de andar para trás, para 116 anos de retrocesso. Já aconteceu antes, não pode se repetir. Não permitamos que ocorra o abandono da ciência com prevalência da ignorância.

Não enveredemos pelas tortuosas trilhas que conduzem ao lugar nenhum, lindeiro do debacle.

No Brasil, na Europa, nos Estados Unidos, os “antiwaxxers”, como são chamados por lá, vão ganhando proeminência paulatinamente nos últimos anos, apoiados em artigos científicos fraudados e de péssima qualidade. Infelizmente, é um movimento que ameaça ganhar forças no Brasil.

Em 1904 a campanha “Ninguém Pode Obrigar Ninguém a Tomar Vacina” foi catastrófica, não permitamos a reprise de uma campanha não só contra a vacina obrigatória, mas contra a própria vacina. Abracemos a solução que surge para estancar uma hecatombe com óbitos já perto de 200 mil vítimas no cômputo oficial, sabidamente subnotificado. Ninguém pode prever o quanto nos dizimará.

A solerte campanha estigmatizará quem a divulga. As vítimas, seus familiares e a nação horrorizada jamais perdoarão.


 

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado


sexta-feira, 20 de novembro de 2020

RESPEITO É UMA VIA E MÃO DUPLA

 


CIÊNCIA E CULTURA

Marília Gerhardt de Oliveira

 

22 – RESPEITO É UMA VIA DE MÃO DUPLA

 

Aprendi com minha mãe Professora Clotilde Margarida Gerhardt de Oliveira, com

meu pai Dr. Jayme José de Oliveira e com meus Professores de Bioética no Brasil,

USA e Espanha que a DEMOCRACIA tem por alicerces a opção livre e

periodicamente expressa nas urnas da maioria, com respeito às divergências da

minoria.

Com o Editor Rogério Bernardes deste Jornal ON LINE e com sua Colunista

Professora Suely Braga, que a questão de gênero não é pauta restritiva de

Jornalismo que se leva a sério, como neste veículo de tantos méritos e qualidades.

Nem sempre o que se lê nos agrada. A ninguém interessa minimamente que

Leitores e Colunistas se transformem numa massa de pensamento único o que

empobreceria a relação saudável de diálogo e valorização do livre pensamento

sem pré-conceitos.

O texto publicado como Coluna 21 - HALLELUJAH - será também o Editorial da

Revista Científica da UFBA pois os Pesquisadores da Área de Saúde assim o

solicitaram (e autorizei) por ser oportuna a reflexão no sentido de vivermos num

Brasil cada vez mais articulado e coerente com os valores que importam mundo

afora.

Democratas que somos, respeitamos de forma coerente a Eleição dos Presidentes

Collor, FHC, Lula, Dilma e Bolsonaro.

Malversação de verbas públicas ou omissão quanto ao seu uso inconveniente ou

até mesmo indevido, nunca foi nem será respeitável pela Cidadania.

Revisionismo da História e Negacionismo da Ciência é um retrocesso nada

respeitável em pleno Século XXI.

MANIPULAR A VERDADE JAMAIS SERÁ ACEITAVEL E MUITO MENOS

RESPEITÁVEL.

Pouco apreço à pluralidade étnica e cultural, ao Meio Ambiente e a importantes

Organismos Internacionais geram isolacionismo ao invés de cooperação e

respeito entre atores políticos e econômicos que verdadeiramente importam.

 

Desvalorizar ou até mesmo tentar desacreditar as orientações científicas em

Saúde Pública em tempos de PANDEMIA e tentar obstruir pesquisas coordenadas

internacionalmente na luta para se obter vacinas eficazes é, sem sombra de

dúvida, desrespeitar o DIREITO À VIDA em todos os seus aspectos mais sagrados.

Pessoas de bem são solidárias com familiares, amigos e colegas de trabalho das

mais de 160 mil vítimas de COVID-19 no Brasil.

Certamente os melhores exemplos na História da Humanidade partem de

ESTADISTAS.

 


DEMOCRACIA

 


PONTO E CONTRAPONTO - por Jayme José de Oliveira

“Por mais brilhante que sejas, se não fores transparente, tua sombra será escura”.

 

DEMOCRACIA – 17/11/2020

Eleições periódicas são o esteio da DEMOCRACIA e o Brasil possui um dos mais seguros e eficiente processo, que permite aliar segurança, facilidade de execução e rapidez na computação e divulgação dos resultados. É possível em 24 horas. Comparar com os Estados Unidos nos deixa orgulhosos, e com razão.

“Tudo está absolutamente normal em todo o país” afirmou, às 15h45 o ministro do STF Luís Roberto Barroso. O processo eleitoral seguia seu curso.

Na contabilização houve contratempos originados por problemas no supercomputador responsável. Apenas atrasaram em duas horas e meia, não houve nenhum riacho para a segurança e confiabilidade.

Uma DEMOCRACIA permite que TODOS os segmentos da sociedade sejam representados, inclusive pessoas que não primam pela honestidade e outros quesitos que os tornem cidadãos exemplares. Quem trafica drogas, rouba, mata, está paulatinamente se infiltrando na política e este fato implica em alertar os eleitores no sentido de exercerem seu direito de voto com critérios para eleger candidatos que representem a parte sadia da sociedade. Impossível evitar infiltrações heterodoxas, porém, se elegermos uma maioria digna do poder que lhes será adjudicado o resultado será em benefício do BEM. Não devemos recear o MAL, é preciso combate-lo. Para concretizar esse intento devemos aperfeiçoar o processo eleitoral e fornecer armas tecnológicas confiáveis que evitem infiltrações espúrias, sempre intentadas  pelos malfeitores e corruptos.

Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) foi apresentado a propostas de sistemas alternativos à urna eletrônica. Votação inclusive por telefone celular ou computador permitirá garantia de sigilo dos votos, eficiência e segurança. Constantes atualizações nas urnas eletrônicas se fazem necessárias, são de alta complexidade e custos elevados. A implementação será executada de forma progressiva e não num estalar de dedos, possivelmente para 2022 se algum modelo satisfizer as exigências admite o ministro.

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado