segunda-feira, 3 de maio de 2021

CRISTO PRESENTE

 



PONTO E CONTRAPONTO - por Jayme José de Oliveira

“Por mais brilhante que sejas, se não fores transparente, tua sombra será escura”.

 

CRISTO PRESENTE – 03/04/2021

Em todas as épocas o mundo é galardoado com a presença de personalidades ímpares, luminosas, que refulgem acima da multidão e sobressaem sobre aqueles que rastejam na mediocridade, mesmo que enfeixem poderes imerecidos e, ao contrário do que proclamam, travam a civilização, postergam o progresso, o humanismo, a senda determinada pelo Criador.

O Papa Francisco é um destes astros, agradeçamos a sorte de sermos seus conterrâneos.  São dele as palavras que reproduzo:

“Quem disse que Cristo não está presente entre nós, se está vestido de branco, de azul e de verde nos hospitais? Quem disse que o Nazareno não pode fazer sacrifícios se estão todos atendendo enfermos nas urgências? Perceba que mesmo exaustos prosseguem dia e noite.

Caminhoneiros, Comerciantes, Farmacêuticos, abastecem nossas necessidades fundamentais.

O Exército, a Polícia, patrulham as ruas desertas para que possamos viver tranquilos.  Não estão junto às suas famílias para cuidar das nossas. Todos os que labutam para que possamos nos resguardar da pandemia.

Ninguém diga que o Senhor não está presente quando em igrejas solitárias  Sacerdotes celebram Missas sem nos falhar e dando apoio espiritual. 

Jesus vem num caminhão que recolhe nossos dejetos e se vai sem ter sido notado.

Quando vejo tantos enterrando seus entes queridos percebo a Virgem com seu Filho no regaço e ainda que nos assuste aí está Aquele que venceu o Mundo e a própria Morte.

Percebes Cristo em mil rostos ocultos.”

Atravessamos tempos sombrios, não são os primeiros e, certamente, não serão os últimos. A História se repete em ciclos, paulatinamente prosseguimos rumo ao nosso destino e os obstáculos não são intransponíveis, lembremos que o fogo tempera o aço e as vicissitudes enrijessem o nosso caráter.

 

Jayme José de Oliveira

cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado

 


sábado, 1 de maio de 2021

COLONIZAÇÕES DÍSPARES

 


PONTO E CONTRAPONTO - por Jayme José de Oliveira

“Por mais brilhante que sejas, se não fores transparente, tua sombra será escura”.

 

COLONIZAÇÕES DÍSPARES

As condições ambientais, as localizações e os habitantes por si sós não explicam o porquê alguns locais progridem, seus habitantes prosperam e levam uma vida condizente com as necessidades e conforto almejados enquanto outras chapinham num ambiente sub-humano, sem as mínimas condições de uma vida digna.                                                                                                                  Exemplo marcante é a cidade de Nogales, cortada ao meio por uma cerca. Se vieres do norte, verás Nogales, Arizona, Estados Unidos, com uma renda familiar anual de U$ 30 mil, a maioria da população conclui o ensino médio, tem acesso ao Medicare, um sistema de seguros e saúde administrado pelos Estados Unidos e tem acesso à eletricidade, telefonia, sistema de esgotos, malha rodoviária e, importante, lei e ordem. Ao sul da cerca, em Nogales, Sonora, México, muitos adolescentes não vão à escola. Devido à precariedade dos serviços de saúde pública vivem menos que seus vizinhos do norte, não têm acesso a muitos serviços públicos, as estradas se encontram em péssimo estado de conservação, a lei e a ordem não são eficientes e a criminalidade é alta.

A cobiça europeia determinou que Buenos Aires, rica em prata, em 1516 fosse dominada por Juan Diaz Solis. Os charruas no lado uruguaio e os querandis, na banda argentina, não se submeteram e mataram Solis a bordunadas. A fome grassava entre os espanhóis que não se conformavam em trabalhar para obter os alimentos de que necessitavam.                                                                  Em 1537, Juan de Ayolas subiu o rio Paraná e entrou em contato com os índios guaranis, povo sedentário e agrícola que, após breve conflito foi vencido e lá foi fundada a cidade de Nuestra Señora de Santa Maria de Assunción, até hoje capital do Paraguai.                                                         Os primeiros colonos espanhóis, como os ingleses, não tinham o menor interesse em lavrar as terras com as próprias mãos. Queriam riquezas – ouro e prata – para saquear.                                                                              Pizarro, em 1531, chegou à cidade de Cajamarca. O imperador inca Atahualpa dirigiu-se com seu séquito ao local do acampamento dos espanhóis que prepararam uma armadilha, mataram os guardas de Atahualpa e o fizeram prisioneiro. Para ganhar a liberdade prometeu encher uma sala com ouro e duas com prata. A promessa foi cumprida, mas os espanhóis renegaram a sua parte do acordo e estrangularam Atahualpa em 1533. Os tesouros artísticos do Templo do Sol foram arrebatados e fundidos em barras.                                                                                                                           Em 1544 foi a vez da Bolívia, onde havia quantidades espantosas de prata. Fundaram a cidade de Potosi que no seu apogeu, em 1560, contava com 160 mil habitantes, mais que Veneza e Lisboa na época. A mão de obra era requisitada entre a população adulta e, num regime que beirava a escravidão. Este processo gerou muita riqueza para a Coroa espanhola e tornou riquíssimos os conquistadores e descendentes, mas converteu a América Latina e Central no continente mais desigual do mundo e solapou boa parte do seu desenvolvimento econômico.

No decorrer do século seguinte a Espanha colonizaria a maior parte das regiões central, ocidental e sul da América, inclusive o México enquanto Portugal ocuparia o Brasil.

As atrocidades praticadas pelos espanhóis foram descritas pelo sacerdote dominicano Bartolomé de las Casas no seu livro “Brevíssima relação da destruição das Índias”, escrito em 1542, destacando principalmente o sistema de “encomiendas”, assemelhado às “capitanias hereditárias” no Brasil.

É evidente que, ao longo dos séculos e nos mais variados pontos da Terra, as colonizações pelos “civilizados” subjugando os “nativos” se configurou numa desumana, injusta e desproporcional forma de estabelecer “castas”. Não apenas na Índia o povo é separado em agrupamentos que não se miscigenam, como se fossem raças oriundas de etnias diversas (e de certa forma o são). A exploração imposta pelos “colonizadores” se concretizou de modo tão vil e repugnante como entre brâmanes e párias.

 Convém ressaltar, contudo, que nem todos os colonizadores foram tão cruéis como os espanhóis na América e bôeres (oriundos dos Países Baixos, Alemanha e Dinamarca) que se estabeleceram nos séculos XVII e XVIII na África do Sul) e disputaram com os britânicos o comando do país.          O apartheid foi uma chaga indelével que Nelson Mandela e Frederik Willem de Klerk, em 1994 sepultaram, o mais execrável racismo que se tem notícia.

Estas diferenças, voltando ao início da coluna, podem servir de parâmetro para entender como uma cidade separada por uma cerca e habitada por pessoas de diferentes nacionalidades pode ter um estilo de vida tão diverso. A colonização inglesa que consolidou os Estados Unidos e a espanhola, que imperou nas Américas do Sul e Central, são díspares como os estilos de vida das duas Nogales.

As instituições que se basearam na exploração dos povos nativos levaram à criação de monopólios, bloquearam os incentivos econômicos de amplos grupos menos capitalizados – pessoas comuns como a maioria da população ativa. Outra filosofia econômica e administrativa incentivou a capitalização via atrativos para a grande massa da população e esse viés conduziu à prosperidade. Não se pode desprezar o valor que representa para uma sociedade livre a contribuição popular através da compra de ações nas bolsas de valores, ou através de instituições que girem essa poupança, dirigidas por profissionais especializados. Assim, enquanto os Estados Unidos iniciavam a Revolução Industrial que os catapultou ao topo da pirâmide na primeira metade do século XIX, o México empobrecia.

Dados para esta coluna foram coletados no livro “Porque as Nações Fracassam”, de Daron Acemoglu (Professor de Economia do MIT) e James Robinson (professor de Administração Pública da Harward University).

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado


domingo, 18 de abril de 2021

POR QUE RCUSAR?

 


Por que recusar? – Jayme José de Oliveira

PONTO E CONTRAPONTO- por Jayme José de Oliveira
“Por mais brilhante que sejas, se não fores transparente, tua sombra será escura”.

POR QUE RECUSAR?

Thank you for watching

No consenso geral a pandemia Covid-19 é o maior problema que o mundo enfrenta atualmente e o Brasil sobressai num enfrentamento heterodoxo, canhestro, contraproducente, criminoso podemos afirmar.
No consenso científico, a medicina aponta três procedimentos recomendados: vacina, máscara e distanciamento social. Não são conhecidos tratamentos eficazes ou preventivos.

O Brasil, no entendimento de sua autoridade maior, o Presidente Bolsonaro, dificulta a vacinação em massa, despreza o uso de máscaras e condena o distanciamento social, aliás, o lockdown preconizado por governadores e prefeitos gera atritos e o STF foi chamado a se posicionar contra a proibição de comparecimento presencial em templos, resultado: 9X2 mantendo a proibição.
Lembrando Alexandre o Grande, que cortou o nó Górdio no VIII a.C., o ministro do STF Luís Roberto Barroso determinou ao Senado a instalação de uma CPI da Pandemia, com foco dirigido aos procedimentos que não evitaram centenas de milhares de mortes devido ao desastroso encaminhamento executado à revelia dos ditames da ciência. Cloroquina, ivermectina e outros fármacos se revelaram não apenas ineficientes como, pior, de uso perigoso.

Ressalto: a única possibilidade de restringir os efeitos catastrófico é a VACINA, que continua sendo aplicada a conta-gotas devido à imprevidência governamental: não adquirimos quando as havia à disposição. O Presidente Bolsonaro deixou de comprar 700 milhões de doses oferecidas ao Brasil em 2020: 138 milhões da OMS Covax, 100 milhões da Sputnik, 200 milhões a AstraZeneca, 160 milhões do Butantan, 70 milhões da Pfizer, 20 milhões da Johnson, 20 milhões da Moderna e 20 milhões da Bharat.

Demonstrando espírito cívico e, também, laborando em benefício próprio (vacinar seus funcionários), empresários se dispõem a adquirir uma quantidade que permita doar a metade para ser aplicada no SUS.

Incompreensível que a oposição queira barrar e questionar nos tribunais a possibilidade que foi aprovada na Câmara por 317 votos favoráveis contra 120 contrários. E mais, poderão ser negociados imunizantes que não tenham ainda sido aprovados pela ANVISA, desde que o produto comprado tenha a chancela de qualquer autoridade sanitária estrangeira certificada pela OMS.
Posições antagônicas: A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) pretende recorrer ao STF para impedir. A deputada federal Celina Leão (PP-DF), relatora da matéria considera a lei uma maneira de mitigar, inclusive, os danos econômicos ao país. A cada funcionário que a empresa vacinar retira dois da fila, pois haverá a doação de uma para o SUS.

O texto tem o apoio do Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL): “A iniciativa privada pode dar mais agilidade ao processo e não prejudica ninguém”.

“Vamos tentar reverter isso no STF. É um fura-fila legalizando o salve-se quem puder”, reage o deputado médico Henrique Fontana (PT-RS).

Os dados estão rolando e, creio, muitos estão de acordo com a aprovação da lei, principalmente os 50% que de outro modo não seriam vacinados, visto que, repito, para cada vacina que as empresas comprarem para seus funcionários, outra será doada ao SUS.

Façamos um retrospecto da situação real das vacinas aplicadas até 18//04/2012:

1ª dose: 25.777.943; 2ª dose:9.134.959;
Total: 34.912.902.

Na hipótese de estar vigendo a lei proposta, empresas poderiam, hipoteticamente, ter adquirido – digamos – 3.215.018 vacinas para seus funcionários. Para tanto outras 3.215.018teriam de ser doadas para o SUS e aplicadas de acordo com os trâmites em vigor.

Atentem: 6.530.136 doses a mais de vacinas aplicadas. Nenhum fura-fila, apenas, repito, 6.530.136 vacinas em ação. Não posso supor que isso viria em prejuízo a NINGUÉM.

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado

terça-feira, 6 de abril de 2021

DURMA-SE COM UM BARULHO DESSES

 


PONTO E CONTRAPONTO - por Jayme José de Oliveira

“Por mais brilhante que sejas, se não fores transparente, tua sombra será escura”.

 

DURMA-SE COM UM BARULHO DESSES

Thêmis, a Deusa da Justiça, teve sua origem na mitologia grega, é a personificação da ordem, da lei e protetora dos oprimidos. OS PRATOS IGUAIS DA BALANÇA INDICAM QUE NÃO HÁ DIFERENÇAS ENTRE OS HOMENS QUANDO SE TRATA E JULGAR OS ERROS E ACERTOS. Também não há diferenças entre prêmios e castigos: todos recebem o seu quinhão de dor e alegria.

A venda nos olhos é outro elemento fundamental, pois nos leva a entender que a Justiça é IMPARCIAL, que ela não olha para quem dá a decisão, mas baseia-se no fiel da balança.

A Deusa Thêmis, por estar com os olhos vendados deve representar a IGUALDADE, a IMPARCIALIDADE nas decisões dos julgadores, qualidades que devem permanecer independentes das emoções humanas e preferências pessoais.

O que pensaria esta Deusa ao analisar as decisões tomadas pelo STF no julgamento que envolveu o ex-presidente Lula e o ex-juiz Moro? Conseguiria admitir que, para um, provas ilícitas conduziram a uma absolvição dos ilícitos praticados e para o outro decretaram suspeição?

Constituição Federal de 1988 determinou claramente no inciso LVI do art.  que são inadmissíveis as provas obtidas por meio ilícito no processo penal. No mesmo sentido, o Código Processo Penal (CPP), em seu art. 157, com redação dada pela Lei 11.690/08, determina: "SÃO INADMISSÍVEIS, DEVENDO SER DESENTRANHADAS DO PROCESSO AS PROVAS ILÍCITAS, ASSIM ENTENDIDAS AS OBTIDAS EM VIOLAÇÃO A NORMAS CONSTITUCIONAIS OU LEGAIS".

Diante o exposto fica claro que tanto para o ordenamento quanto para a doutrina o uso e a inserção de tais provas ilícitas no processo devem ser repudiadas. A aplicação dessa norma constitucional, assim também como da norma processual penal referida, ambas impõem limite ao uso das referidas no processo tendo em vista como foram obtidas, tem como objetivo trazer segurança ao processo cumulado com a intenção de proteger e promover as garantias fundamentais que estão previstas expressamente na CF/88 em seu Art. 5º.

Durante o julgamento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski usaram como argumento o conteúdo de mensagens obtidas por hackers, embora tenham sido obtidas de forma ilegal e, portanto, passíveis de ilicitude e consideradas provas inválidas.

O presidente da Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR), Fábio George Cruz da Nóbrega afirmou (23/3) que o inquérito conduzido pelo STJ contra a força-tarefa Operação Lava Jato é um “rosário de irregularidades”. Diligências autorizadas com base em provas ilícitas, com provas hackeadas, serão questionadas na Justiça. (ZH, 27/03)

“Se o hackeamento fosse tolerado como meio para a obtenção de provas, ainda que para se defender, ninguém mais estaria seguro de sua intimidade, de seus bens e de sua liberdade, tudo seria permitido”. (Kassio Nunes Marques, ministro do STF, votando contra a suspeição do ex-juiz federal Sergio Moro nos processos contra o ex-presidente Lula – 27/3)

“Ficamos assim, então: quando a Justiça brasileira, enfim, consegue punir a corrupção, obter confissões públicas de ladrões, colocar gente rica na prisão, vem o STF e diz que tudo isso está errado. O culpado é reconhecido como mártir e herói, o magistrado que teve o trabalho e a coragem de enfrentar os bandidos é quem está errado”. (J. R. Guzzo, jornalista – ZH, 27/3)

É pacífico nos tribunais brasileiros o entendimento de que provas obtidas de forma ilícita, como é o caso das mensagens copiadas pelos hackers, não podem ser usadas para acusar nem punir ninguém, mas podem ser levadas em consideração pelos juízes em benefício dos réus, para absolvê-los ou reparar injustiças.

O STF tem decisão contra o uso de provas ilegais obtidas por meio de roubo. Celso de Mello afirmou na decisão que é um direito do réu não ser denunciado com base em provas ilegais: “O réu tem o direito de não ser denunciado, de não ser processado e de não ser condenado com apoio em elementos probatórios obtidos ou produzidos de forma incompatível com os limites ético-jurídicos que restringem a atuação do Estado em sede de persecução penal”. A prova ilícita — por qualificar- se como elemento inidôneo de informação — é repelida pelo ordenamento constitucional, apresentando-se destituída de qualquer grau de eficácia jurídica.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ter acesso a mensagens apreendidas no âmbito da Operação Spoofing, da Polícia Federal. Em julho de 2019, a operação prendeu hackers suspeitos de invadir celulares do ex-juiz Sergio Moro e de integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba, como o procurador Deltan Dallagnol.

Segundo a decisão de Lewandowski, as mensagens que digam respeito – direta ou indiretamente – a Lula devem ser entregues no prazo de 10 dias pela 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, com o apoio de peritos da Polícia Federal.

O ministro determinou que também devem ser entregues à defesa as conversas que tenham relação com investigações e ações penais de Lula na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba ou em qualquer outra jurisdição, ainda que estrangeira.

AS INFORMAÇÕES RELATIVAS A OUTRAS PESSOAS DEVEM PERMANECER EM SIGILO.

O ministro Lewandowski, do STF, autorizou que diálogos entre procuradores a operação Lava Jato de Curitiba, roubados por hackers e apreendidos na Operação Spoofing sejam compartilhados para abrir uma investigação para apurar a conduta dos membros da força-tarefa.  Mensagens obtidas de forma ilegal, fato reconhecido pelo ministro.

É pacífico nos tribunais brasileiros o entendimento de que provas obtidas de forma ilícita, como é o caso das mensagens copiadas pelos hackers, não podem ser usadas para acusar nem punir ninguém, mas podem ser levadas em consideração pelos juízes em benefício dos réus, para absolvê-los ou reparar injustiças.

Um dos temores de investigadores é de que os advogados de Lula utilizem o material para turbinar a ação em que se acusa Moro de agir com parcialidade ao condená-lo no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado


HOMENAGEM AO COLUNISTA VIGNOLI

 


PONTO E CONTRAPONTO - por Jayme José de Oliveira

“Por mais brilhante que sejas, se não fores transparente, tua sombra será escura”.

 

HOMENAGEM AO COLUNISTA VIGNOLI – 03/04/2021

 

Conheci Jorge Alberto Vignoli ao longo dos anos, fui seu assíduo leitor no Litoralmania.

Um brilhante colunista de nosso jornal on-line, deixará uma lacuna impreenchível.

Todos sentiremos sua ausência, como pessoa humana inteligente, articulado e coerente.

Meus sinceros votos de condolências aos seus familiares.

 

Amigo é coisa pra se guardar

Debaixo de sete chaves

Dentro do coração

Assim falava a canção 

Mas quem cantava chorou

Ao ver seu amigo partir

 

Mesmo que o tempo e a distância digam "não"

Mesmo esquecendo a canção

O que importa é ouvir

A voz que vem do coração

 

Pois seja o que vier (seja o que vier)

Venha o que vier (venha o que vier)

Qualquer dia, amigo, eu volto

A te encontrar

Qualquer dia amigo, a gente vai se encontrar

(Milton Nascimento)

 

 

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado


sexta-feira, 2 de abril de 2021

OVS DE PÁSCOA IMPERIAIS DE FABERGÉ

 


PONTO E CONTRAPONTO - por Jayme José de Oliveira

“Por mais brilhante que sejas, se não fores transparente, tua sombra será escura”.

 

OVOS DE PÁSCOA IMPERIAIS – FABERGÉ

 

É na Rússia que a celebração da Páscoa alcançou seu maior esplendor, é a maior festa do calendário ortodoxo. A Páscoa é celebrada com a troca de ovos e três beijos apaixonados. O tipo de ovos oferecidos depende das posses de cada um, porém os de galinha, pintados, são os mais populares. A seguir os de vidro, porcelana, madeira, até os preciosos ovos de ouro.

Os ovos de Páscoa Imperiais Russos são as realizações mais famosas de Peter Carl Fabergé. Entre 1885 e 1916, os tsares Alexandre III e Nicolau II encomendaram 54 desses objetos deslumbrantes para ofertar às tsarinas Maria e Alexandra Fedorovna, cada um oculta uma surpresa em seu interior astuta e curiosamente trabalhado.

Dos 47 que se conhecem, dez são conservados em Moscou pelo Kremlin. Onze fazem parte da coleção Forbes em Nova York, magnatas americanos possuem outros dezesseis, oito estão em coleções privadas europeias e dois tem sua localização desconhecida.

Um sucateiro do meio-oeste americano comprou um ovo de ouro num mercado de pulgas e descobriu que se tratava de um Ovo Fabergé desaparecido, com valor estimado em 24 milhões de euros, a joia havia sido adquirida há anos num mercado de pulgas. Segundo o antiquário londrino Warstski, o comprador pagou cerca de R$ 32 mil pelo ovo esperando lucrar com a revenda do ouro que reveste a peça. Como nenhum comprador se interessou, a peça permaneceu intacta e tornou-se um fardo para o sucateiro, que não fazia a menor ideia de sua procedência e valor.

O ovo, que traz no seu interior um relógio Varcheron Constantin foi encomendado pelo tsar Alexandre III para sua esposa Maria Fedorovna, em 1887.

O ovo tinha sido visto pela última vez em 1902 durante a exposição da Coleção Fabergé da família imperial russa em São Petersburgo. Foi confiscado durante a revolução russa e, em 1922, catalogado em Moscou como tesouro a ser vendido.   Os links abaixo apresentam a coleção completa dos Ovos Imperiais e a comemoração do 166º ano do nascimento de Peter Carl Fabergé.


OVOS DE FABERGÉ – 9min44seg

https://www.youtube.com/watch?v=K5YY1_OZvUU

MUSEU FABERGÉ – 15min13seg

https://www.youtube.com/watch?v=6R4KVtEfrYk



 

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado


segunda-feira, 29 de março de 2021

INFERNO VAZIO DE DEMÔNIOS

 


PONTO E CONTRAPONTO - por Jayme José de Oliveira

“Por mais brilhante que sejas, se não fores transparente, tua sombra será escura”.

 

INFERNO VAZIO DE DEMÔNIOS – 26/03/2021

O inferno está vazio de demônios porque eles invadiram a Terra com suas obras malignas: pandemia, negacionismo, racismo, terrorismo, corrupção, sede de poder, de fortuna, etc.

Nos níveis mais profundos do inferno Dante Alighieri (Divina Comédia) identifica os hipócritas e os ladrões no 8º nível e os traidores da pátria e dos amigos no 9º. Escanteiam os amigos, os que os ajudaram a se eleger e evitam medidas para salvar a população. Só o que lhes interessa é inflar o próprio ego (e a bolsa).

Vale a pena lembrar que o demônio sempre se disfarça de anjo, sua primeira natureza.

Este detalhe fundamental pode ser um ponto de partida para qualquer debate sobre as peculiaridades dos humanos. Quem se julga dono da razão peca por orgulho e erra por excesso de confiança. NINGUÉM está de posse da razão absoluta, não haveria mais possibilidade de progresso, teríamos chegado ao pináculo.

Não é assim que os fatos acontecem no percurso da História, a própria Religião queimava vivas as bruxas em fogueiras e o Papa Urbano VIII, num dos maiores equívocos já registrados pelo Vaticano condenou, em 1633, Galileu Galilei ao silêncio que perdurou até 1992, quando o Papa João Paulo II o reabilitou, reconciliando a Igreja com a Ciência. Não são incompatíveis mas coadjuvantes, desde que se acoplem.

“In médio stat virtus” não significa que um lado está certo em detrimento do outro, ao contrário, unidos se aproximam da VERDADE.

Não nos faltam oportunidades, quando aparecem, contudo, é corriqueiro que o “cavalo passe encilhado” e se perca a oportunidade.

Após 180 anos, desde a Proclamação da Independência até 2002, a dívida do Brasil atingiu R$ 852 bilhões, foi o que Lula herdou após Itamar-FHC dominarem a inflação, que em 1993 atingira o catastrófico índice de 3.752% anual.  Tinha a faca e o queijo na mão para deslanchar o Brasil e sedimentar uma hegemonia duradoura.

Em 16 anos, resultado de uma desastrosa série de obras executadas no exterior, entre as quais o Porto Mariel (Cuba), financiadas pelo BRDE com juros subsidiados, catapultou para R$ 4,25 trilhões. Nós, nossos filhos e netos pagaremos vertendo sangue, suor e lágrimas.

O desgaste do PT foi de tal monta que Bolsonaro foi eleito mais devido ao sentimento anti-PT que qualquer outro motivo.

E caiu no colo do novo presidente a pandemia Covid-19. Um empenho em combatê-la com investimento maciço em vacinas, máscaras, distanciamento social e outras atitudes baseadas na ciência impediriam grande parte das 300 mil mortes ocorridas. Em vez disso, cloroquina e outras terapia inócuas precipitaram o caos e o desespero toma conta da nação que, em filas imensas buscam desesperadamente a única chance de sobreviver: a VACINA.

Qual será o mote da próxima campanha?
ADIVINHEM!

O ex-presidente Lula lançou mão da pandemia do novo coronavírus, que provoca a covid-19 para atacar o governo Bolsonaro. "Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem e que os cegos comecem a enxergar que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises. Essa crise do coronavírus... somente o Estado pode resolver isso", afirmou.

https://noticias.r7.com/brasil/videos/em-video-lula-disparou-ainda-bem-que-natureza-criou-coronavirus-20052020

"Tem idiota que a gente vê nas redes sociais, na imprensa, [dizendo] 'vai comprar vacina'. Só se for na casa da tua mãe. Não tem [vacina] para vender no mundo". (Bolsonaro, 04/03/20210)

https://www.youtube.com/watch?v=8mt7F6mLwBI


POSFÁCIO 

Esta coluna sugere um estado de espíritoderrotista, um desânimo onipresente? Pelo contrário, o primeiro passo para sair do atoleiro é abrir os olhos para a realidade e se revoltar (no bom sentido) contra o que fizeram, estão fazendo e pretendem continuar fazendo.

Os brasileiros não merecem continuar como joguetes de interesses espúrios que visam alavancar objetivos escusos e egoístas. Não merecem servir de massa de manobra para que “iluminados” joguem uma macabra disputa de poder, um embate de “nós” contra “eles” no qual os perdedores são sempre os mesmos, os cidadãos honestos, enquanto “ELES” se locupletam alternadamente.

BASTA!

Basta de sermos “bucha de canhão” numa luta que não nos leva a nada. Aliás, leva, sim! Ao caos, à desesperança, ao túmulo. Desta vez, devido à pandemia mal administrada, LITERALMENTE.

Está na hora de reagir, de parar de sermos usados como bucha de canhão, repito.

Que passemos a ter altivez, que nos sobre paciência, que não nos falte EPERANÇA.  

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado