sábado, 13 de junho de 2015

MERCOSUL



Mercosul – Por Jayme José de Oliveira


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Jayme José de Oliveira
Quando em 1.991 Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai fundaram o Mercosul com a finalidade de incentivar o intercâmbio comercial previa-se a gradual diminuição das taxas de importação e, futuramente sua extinção. Desde o primórdio este foi o pomo da discórdia, principalmente devido às exigências da Argentina em “puxar as brasas para o seu assado”. Quando a balança lhe era favorável abria as fronteiras, nos momentos em que o déficit importação-exportação se manifestava, impunha total fechamento às importações, principalmente do Brasil, não importando o fato de os negócios já terem sido concretizados. Filas de caminhões ficavam retidos na fronteira causando inclusive a perda total das cargas. Até hoje este imbróglio não foi solucionado.
Em 2.006 foi admitida a entrada da Venezuela após exaustivas discussões e discórdias. O Paraguai que se opunha foi temporariamente alijado sob pretexto de ter promovido o impeachment do presidente Lugo.
A presidente Dilma Rousseff e seu colega Tabaré Vasquez concordaram em 21/05/2.015 sobre a necessidade de replanejar o Mercosul a fim de proporcionar maior flexibilidade comercial entre seus sócios. A iniciativa pode representar uma mudança histórica no bloco.
Preocupados com a deterioração do comércio regional Tabaré e Dilma tentam avançar em um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. É um objetivo longamente planejado mas que hoje está novamente travado, reclamou o presidente uruguaio. Dilma ressaltou que não é necessário que todos os membros do Mercosul apresentem propostas ao mesmo tempo.
Trata-se de uma mudança fundamental defendida por Uruguai e Paraguai e que durante anos se chocou com a reticência de Brasília e com dificuldades econômicas da Argentina. O Brasil que se opunha a negociações fora do bloco tem mudado sua postura diante a estagnação econômica e da pressão do empresariado.
Saudemos que novos rumos da política externa de comércio estejam surgindo prenunciando uma luz no fim do túnel.
Relembro que durante o governo Lula foi priorizado o intercâmbio com países do hemisfério sul, principalmente a África. Esses países não tiveram apenas estimulado o comércio como foram agraciados com polpudos financiamentos do BNDES para empresas brasileiras construírem obras as mais diversas. Não é preciso recordar que muitos ficaram inadimplentes e tiveram suas dívidas perdoadas.
Paris, 10/06/2015 – A presidente Dilma Rousseff vai propor hoje que a troca de ofertas entre o Mercosul e a União Europeia visando um acordo de livre comércio aconteça até julho. O pedido será feito nesta quarta-feira, 10, e quinta-feira, 11, durante reuniões bilaterais com líderes europeus presentes à reunião de cúpula entre UE e Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que começa em Bruxelas, na Bélgica. Entre as reuniões previstas, estão encontros com Angela Merkel e Alexis Tsipras.
Questionada sobre a posição da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, até aqui reticente sobre avançar no acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul, Kátia Abreu ressaltou que o governo brasileiro está disposto a avançar mesmo sem a cooperação dos vizinhos. “Se eles quiserem ficar para trás, nós estamos prontos”, disse a ministra. “Não tem jeito. Politicamente para ela (Cristina) ficar para trás hoje é muito ruim. Seria o ideal aceitar, mas se não quiser aceitar, ou vem ou vai ficar.”
Jayme José de Oliveira – cdjaymejo@gmail.com

terça-feira, 9 de junho de 2015

PARA QUEM CONSIDERA O SUS DEFICIENTE



Para quem considera o SUS deficiente – Por Jayme José de Oliveira

Jayme José de Oliveira
Jayme José de Oliveira

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE –VI

Notícias preocupantes ocuparam nos últimos dias os noticiários, o surto de superbactérias, que são micro-organismos que produzem uma substância que inativa os antibióticos mais potentes, desenvolvendo resistência. Elas são, atualmente, as grandes vilãs no combate às infecções hospitalares. A KPC (klebsiela pneumoniae carbapenemase) é a que, no momento, desperta maiores preocupações, o índice de letalidade é muito elevado. Se, na atualidade com todos os recursos que dispomos, a situação causa sobressaltos na população, comparem com tempos nem tão distantes. O vídeo anexo contribuirá para esclarecer como eram os tratamentos e procedimentos médicos no século XIX.
Não se conhecia a existência de micro-organismos patogênicos e, consequentemente, as mais rudimentares e corriqueiras precauções com a higiene, antissepsia e assepsia eram desconsideradas. O médico húngaro Ignaz Semmelweis lutou a vida inteira para implantar medidas profiláticas que salvariam milhares de vidas nos hospitais, principalmente parturientes.
As condições técnicas não são das melhores, porém assistir as imagens REAIS com certeza causará forte impacto.
Quem não tem conhecimento de como funcionavam os hospitais e atuavam os médicos em meados do século XIX, com certeza, ficará pasmo ao assistir o vídeo de 1 hora e 53 minutos anexo. Está dividido em 3 partes e merece ser visto e analisado.
  1. Rotina hospitalar na época. Por desconhecerem a existência dos micróbios os cirurgiões operavam – sem anestesia – em trajes civis, não usavam luvas, sequer lavavam as mãos antes nem no interstício de dois procedimentos, saíam direto da sala de necropsia para a de cirurgia ou onde se realizavam os partos.
Ocupa os primeiros 27 minutos.
  1. O parto significava às mulheres um tremendo risco de morte por infecção puerperal. Os estudantes saiam direto da sala onde necropsiavam as parturientes mortas para examinarem as em trabalho de parto, sem lavar as mãos. O contágio era inevitável. Os professores, na época, atribuíam as ocorrências de febre puerperal, com altos índices de mortalidade, a “miasmas” existentes no ambiente. Na época também se acreditava na teoria que os “miasmas” das regiões pantanosas causavam a malária, seriam emanações ambientais ouque os doentes exalavam constituindo focos de contaminação.
O médico húngaro Dr. Ignaz Philipp Semmelweis não aceitava a explicação e defendia a tese da contaminação cruzada. Pesquisando descobriu que o simples ato de lavar as mãos com compostos clorados diminuía significativamente a estatística dos óbitos. Dedicou a vida para implantar esse singelo procedimento aos obstetras. Ridicularizado, perdeu seu cargo e refugiou-se em sua cidade natal onde prosseguiu, até a morte, sua saneadora campanha.
Aos que, atualmente confenam experiências em animais, lembro que foi dessa maneira que se conseguiu demonstrar que a contaminação cruzada propagava as mortais infecções puerperais. Quando contestado pelos seus pares, sentindo-se impotente para convencê-los, lançou uma campanha de esclarecimento público e alertava:
- “Você, pai de família, sabe o que é chamar um médico para sua esposa? É expor sua esposa, e a seu filho que ainda não nasceu à morte”.
Ocupa dos 27 aos 55 minutos.
  1. História do sanitarista Osvaldo Cruz. Semelhante a Semmelweis enfrentou incompreensões, intrigas e perseguições mas saneou o Brasil e figura no rol dos que modificaram as condições sanitárias do mundo. É dele o pensamento que, na época, custava a ser aceito:
-“A vida é tão maravilhosa que é quase inimaginável que dentro duma pequena gota d’água possam existir milhões de seres vivos”.
“Eu ignorava que eras assim, meu caro Jeca. Está provado que tens no sangue e nas tripas todo um jardim zoológico da pior espécie”. (Monteiro Lobato, em Jeca Tatu)
Ocupa o restante do vídeo.
Após assistir este vídeo, preferencialmente em tela inteira, asseguro, terás uma visão reverente do valor desses pioneiros que nos permitem, atualmente, uma vida relativamente saudável e livre de doenças passíveis de cura ou prevenção.
OS MICRÓBIOS E O HOMEM – 1hora53min
Para quem considera o SUS deficiente
Jayme José de Oliveira – cdjaymejo@gmail.com

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segunda-feira, 1 de junho de 2015

DIA DA IMPRENSA







Dia da Imprensa – Por Jayme José de Oliveira

Jayme José de Oliveira
Jayme José de Oliveira
A história da humanidade tem seguido uma trilha de conquistas que a impulsionou a patamares cada vez mais condizentes com uma vida harmônica e civilizada. Podem se numerar muitos quesitos que influíram, mas um se destaca de maneira insofismável: A COMUNICAÇÃO.
Uma longa trajetória desde os grunhidos e a mímica até o exercício da comunicação e como consequência a transmissão oral dos conhecimentos duma geração às subsequentes. Ocorriam, inevitavelmente, lapsos de memória e infidelidade na transmissão, “quem conta um conto aumenta (ou modifica) um ponto”.
Eureka! Alguém, em algum lugar, em determinada ocasião, descobriu que podia produzir sinais inteligíveis e de cunho permanente. FOI DESCOBERTA A ESCRITA e os pósteros podiam confiar no que era transmitido. Para concretizar fazia-se necessário um material para ser talhado, pintado, esculpido, grafado de alguma maneira, com um sistema padronizado de sinais. A Bíblia, o livro mais editado de todos os tempos foi editada em cerâmica, papiro, pergaminho e mais recentemente, papel.
Os mesopotâmios usaram sinais cuneiformes, 1.800 no total, 570 mais usados, gravados em tijolos e barro.
Os egípcios inventaram o papiro e os hieróglifos.
Outras modalidades surgiram no decorrer dos tempos como os ideogramas, ainda atualmente utilizados.
Na América do Sul os incas desenvolveram um processo que usava nós intercalados em cordas.
Com a disseminação que ninguém poderia conter, peles de animais e pergaminhos, caros e raros, eram soluções que internacionalizaram a escrita.Copistas medievais usando penas de ganso e tinta passavam a vida inteira no nobre mister de eternizar o que apenas os poucos alfabetizados podiam ler, mas preservaram a cultura contemporânea até os nossos dias.
O papel representou uma facilidade, barateamento e possibilidade duma difusão ampla.
Os copistas se mantiveram soberanos até que Johann Gutemberg inventou a prensa impressora com tipos móveis e intercambiáveis. É considerado o evento mais importante dos tempos modernos, teve papel fundamental no desenvolvimento da Renascença, da Reforma de Martinho Lutero e da economia baseada no conhecimento e disseminação da aprendizagem em massa.
O desenvolvimento a partir de então foi contínuo e vertiginoso. Chegamos ao estágio dos livros, revistas e jornais disponíveis ao grande público. A internet propiciou outra ferramenta, mais ágil e acessível.Livros e jornais eletrônicos como Litoralmania lidos em computadores, tablets e celulares. Até onde iremos? Qualquer lucubração é mera suposição e, certamente, muito aquém do que o futuro nos reserva.
Você, leitor de Litoralmania, faça um preito de gratidão ao primeiro homem pré-histórico que desferiu o pontapé inicial.
“QUANTO MAIS CRÊS NESTE SOL, MAIS ILUMINAS A ESCURIDÃO INTERIOR, ABRES PORTAS PARA O OTIMISMO, A ESPERANÇA E TE APARECE UM MUNDO NOVO, MAIS CLARO, MAIS ALEGRE”.
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Jayme José de Oliveira – cdjaymejo@gmail.com

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segunda-feira, 18 de maio de 2015

UMA OVELHA NEGRA NO PODER



Uma ovelha negra no poder – Por Jayme José de Oliveira


Jayme José de Oliveira
Jayme José de Oliveira
Ao longo dos anos o ex-presidente Lula se posicionou das mais diversas maneiras frente as acusações de corrupção durante seu governo. Em agosto de 2.005, num discurso pronunciado na Granja do Torto na abertura da reunião ministerial afirmou que se sentia traído por práticas inaceitáveis das quais nunca teve conhecimento.
Posteriormente, defendeu a tese de que o mensalão jamais existiu e a Ação Penal 470 era uma farsa destinada a desgastar seu governo. Alguma das versões merece crédito?
A jornalista Cristina Tardáguila, editora assistente do jornal O GLOBO – Rio de Janeiro – publicou uma reportagem reportando o livro “Una oveja niegra al poder”.
MUJICA REVELA EM LIVRO CONFISSÃO DE LULA SOBRE O MENSALÃO
Publicado: 08 de maio de 2015 às 10:32 – Atualizado às 10:44
O ex-presidente Lula confessou ao seu colega uruguaio José Mujica a prática de corrupção em seu governo. A revelação está contida no livro-reportagem “Una oveja niegra al poder” (Uma ovelha negra no poder), escrito pelos jornalistas uruguaios Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz, que conta os cinco anos do governo de Mujica. A confissão – que teve testemunha – teria sidofeita em 2010, segundo relato da jornalista Cristina Tardáguila,em reportagem para o jornal O Globo.
Mujica conta no livro que certa vez conversava com Lula quando passaram a falar sobre o escândalo do mensalão, que consistia na compra de apoio político. A certa altura, segundo o uruguaio, Lula afirmou que aquela era “a única forma de governar o Brasil”. Gentil com o brasileiro, Mujica afirmou que Lula “viveu esse episódio (do mensalão) com angústia e um pouco de culpa”.
“Segundo Mujica, quando o assunto veio à tona, numa reunião em Brasília nos primeiros meses de 2010, Lula lhe teria dito textualmente: “Neste mundo tive que lidar com muitas coisas imorais, chantagens”. Para logo em seguida, emendar: “Essa era a única forma de governar o Brasil”. Segundo Mujica, o ex-vice-presidente uruguaio Danilo Astori estava na sala e também ouviu a “confissão” do petista.
Lula sempre negou saber do escândalo do mensalão. Em agosto de 2005, pouco depois de o caso vir à tona, ele se disse “traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tivera conhecimento” e que estava “tão ou mais indignado do que qualquer brasileiro” diante do episódio (O discurso pode ser acessado pelo link ao final da coluna). Depois, passou a afirmar que a existência do esquema nunca havia sido comprovada e que seus colegas de partido tiveram um julgamento político no Supremo Tribunal Federal (STF).
Procurado no fim da tarde desta quinta-feira (07/05/2.015) pelo jornal O Globo, para comentar o conteúdo do livro, o Instituto Lula informou que não teria “como encaminhar um comentário a essa hora”.
Danza e Tulbovitz, editor-geral e repórter de uma das revistas semanais mais respeitadas do Uruguai, acompanham a carreira de Mujica desde 1998. Viram-no ser eleito deputado e senador, se transformar em ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca, e, depois, em presidente.
— São 17 anos de convivência com encontros pessoais semanais — contou Danza. — Quando ele assumiu a Presidência, no dia 1º de março de 2010, começamos a fazer registros oficiais da Presidência e combinamos que só publicaríamos esse material depois que ele deixasse o cargo. Todas as conversas estão gravadas.
Discurso pronunciado pelo presidente LULA, na Granja do Torto em 12/08/2005.
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Jayme José de Oliveira – cdjaymejo@gmail.com

segunda-feira, 11 de maio de 2015

SAMBA DO CRIOULO DOIDO



Samba do crioulo doido – Por Jayme José de Oliveira


Jayme José de Oliveira
Jayme José de Oliveira
“Samba do crioulo doido” foi composto em 1.968 por Sérgio Porto, mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta, para o Teatro de Revista. Procura ironizar a obrigatoriedade do uso de temas históricos nos desfiles das escolas de samba. Atualmente simboliza coisas sem nexo, textos mirabolantes e sem nexo. No link pode ser acessada a letra e Wilson Simonal interpretando.
A condução política no Brasil é um legítimo “samba do crioulo doido”. Para os tupiniquins que aprovam a “Lei de Gerson” – levar vantagem em tudo – ela é coerente. Para os brasileiros cônscios de que “não existe almoço grátis”, estapafúrdia.
O assunto que mais é debatido atualmente, a contenção de despesas, antes da eleição foi mandada às favas. Segurou-se o preço dos combustíveis, desonerou-se o IPI, a energia elétrica foi subsidiada e, ao ser inquerida sobre medidas que implicassem em mexer nas “conquistas sociais” a candidata afirmou peremptoriamente: “Nem que a vaca tussa”. Agora, vencido o pleito tenta-se impor, premida pela faltado dinheiro mal administrado as medidas provisórias 664 e 665 que afetam o abono salarial, seguro desemprego, auxílio doença e pensão por morte, causando faniquitos no PT e nos sindicatos. Ao ser aprovada a primeira etapa houve adesão apenas parcial do PT (9 deputados se ausentaram na hora da votação e um votou contra). Conhecido o resultado,ouviu-se em coro das galerias: “O PT pagou com traição, quem sempre lhe deu a mão”.
O “samba do crioulo doido” se consubstancia por sabermos que são medidas necessárias, inadiáveis e quiçá tardias.Então porquê a negativa enfática antes de outubro/2.014?
BIDU!!!
O conceituado comentarista político Jurandir Soares (Correio do Povo, 03/05/2.015) escreveu:
“Continuo falando sobre Cuba, onde os presidentes Lula e Dilma são adorados. E não é para menos, eles deram de mão beijada o porto de Mariel, a um custo de cerca de 800 milhões de dólares (2,4 bilhões de reais) financiado pelo BNDES, ou seja, dinheiro do povo brasileiro. Nesse porto está sendo implantada uma zona franca ao estilo de Manaus. Ou seja, para concorrer com a nossa. Por isso os cubanos são só alegria com os brasileiros”.
O presidente do Uruguai Jose Mujica festeja as tratativas de financiamento de 80% do porto de águas profundas em Rocha, ao custo de 500 milhões de dólares, através do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul. “O Uruguai não tem capacidade para financiar isso por si só e depende, por enquanto, de ajuda externa”.
Afora isso, nos governos Lula e Dilma foram financiadas e ou perdoadas as dívidas (montavam o valor de bilhões de dólares) dos seguintes países, em ordem alfabética:
Argentina, Angola, Bolívia, Cabo Verde, Colômbia, Congo, Costa do Marfim, Equador, Gabão, Guiné Bissau, Mauritânia, Moçambique, Nicarágua, Nigéria, Panamá, Peru, Senegal, Sudão, Tanzânia, Venezuela e Zâmbia.
Em vista desses perdões os países ficam habilitados a contrair novos empréstimos para obras a serem executadas por empreiteiras brasileiras.
A pergunta que não quer calar: Não seria mais importante e conveniente para o Brasil utilizar essas verbas que ora nos faltam para financiar metrôs (Porto Alegre), portos (Santos, Rio Grande). Estradas, barragens, etc. no nosso país? Além de terem minimizados os riscos de calote renderiam expressivos dividendos eleitorais.
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Jayme José de Oliveira – cdjaymejo@gmail.com

quarta-feira, 6 de maio de 2015

NAPOLEÃO E A CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL



Napoleão e a criação do estado do Israel – Por Jayme José de Oliveira

Jayme José de Oliveira
Jayme José de Oliveira
ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE – IV
A humanidade é constituída por uma maioria de pessoas classificadas como médias, não confundir com medíocres. Eventualmente surgem luminares que mercê suas aptidões, personalidades e outros atributos elevados aos píncaros catapultam a civilização, moral, ética, cultural e tecnologicamente rumo ao ápice.
Hoje pretendo prestar uma justa homenagem ao pequeno-grande corso que, a par de ter convulsionado o mundo com suas conquistas nos campos de batalhas, tinha uma visão humanista pouco conhecida e menos ainda divulgada.
Napoleão Bonaparte não conheceu judeus na infância nem, possivelmente nos anos em que estudou na França. Seu primeiro contato com uma comunidade judia ocorreu em 9 de fevereiro de 1.797 durante a campanha da Itália.
Quando o exército francês entrou em Ancora, a comunidade judia vivia confinada num gueto durante a noite. Napoleão se surpreendeu ao constatar que portavam gorros e braçadeiras com estrelas de Davi. Um dos seus oficiais esclareceu que eram judeus e, obrigatoriamente, tinham de retornar ao gueto durante a noite, estavam marcados para identificação. Napoleão, imediatamente, ordenou fossem substituídos pelo emblema tricolor. Suprimiu o gueto e instruiu que lhes fosse permitido praticar abertamente sua religião. Napoleão também libertou os judeus dos guetos de Roma, Veneza, Verona e Pádua.
Em 16 de junho de 1.798, quando os franceses se apoderaram de Malta, inteirado que os Caballeros tratavam os judeus como escravos ordenou sua libertação e permitiu que erigissem uma sinagoga.
Quando os franceses assediavam San Juan del Acre, Napoleão planejou criar na Palestina um estado judeu independente. Os ingleses que acorreram para ajudar os turcos o impediram de realizar o projeto.
PROCLAMAÇÃO À NAÇÃO JUDIA
Quartel General de Jerusalém
10 de abril de 1.799 – VII ano a República Francesa
Na África e Ásia, aos herdeiros legítimos da Palestina:
Israelitas, nação que conquistadores e tiranos privaram durante anos de sua terra ancestral, porém não do seu nome, nem da sua nacionalidade!
Os observadores atentos e imparciais do destino das nações, mesmo não tendo os dons proféticos de Israel e de Joel, se deram conta da veracidade dos profetas que na véspera da destruição de Sion predisseram que os filhos de Sion regressariam à sua pátria com canções de felicidade e os lamentos de tristezas não retornaram jamais (Isaias 35.10).
De pé, exilados felizes! Esta guerra sem similar em toda a história foi empreendida em defesa das terras hereditárias que eram consideradas pelos inimigos como uma presa a ser desfrutada. Agora deixam de existir mil anos de ignomínia. Mesmo que a época pareça desfavorável à expressão de vossas petições, esta guerra lhes oferece hoje, contrariamente às expectativas, o patrimônio de Israel!
A Providência enviou para cá um exército jovem guiado pela justiça e acompanhado pela vitória. Meu quartel general está em Jerusalém e em breve estarei em Damasco, cuja proximidade não deverá mais causar sobressaltos à cidade de David, herdeiros legítimos da Palestina!
A Grande Nação não trafica homens e países como aqueles que venderam vossos ancestrais a todos os povos (Joel 4.6). Não usurpa vosso patrimônio. Não! Solicita apenas o que já conquistou com vosso apoio e autorização e conservará apesar de todos os adversários!
Levantai-vos e mostrai todo o poder que vossos opressores não puderam aniquilar e o valor dos descendentes desses heróis (Macabeo 12.15). Mostrai que dois mil anos e escravidão não foram suficientes para apagar este valor!
Apressai-vos! Este é o momento que talvez não volte nem em mil anos, de exigir a restauração de vossos direitos civis, de vosso lugar entre os povos do mundo. Tendes o direito de uma existência política como nações no concerto das nações. Tendes o direito de adorar livremente ao Senhor de acordo com vossa religião (Joel 4.20).
Não ocorresse o fracasso na frente de San Juan del Acre, Napoleão por meio desta proclamação acordada e impressa em 20 de abril de 1.797, teria criado o Estado de Israel. Os judeus não teriam de esperar 150 anos antes de voltar a ter um estado independente.
Esta proclamação, contudo, produziu frutos, deu origem ao Sionismo ao reforçar a ideia de que era justo que os judeus recobrassem uma pátria. As ideias expressas por Napoleão exaltaram o entusiasmo de todos que viram nelas a realização da profecia bíblica segundo a qual os judeus recobrariam um dia a posse da terra dos seus ancestrais. Cento e dezoito anos depois, em 1.917, o conde de Balfour, que era o chefe do Partido Conservador, declarou que a Inglaterra deveria ajudar o povo judeu a recuperar a Palestina, porém apenas 31 anos após, em 1.948, quando o Estado e Israel foi reconhecido por um voto da Assembleia Geral das Nações Unidas.
A declaração de Napoleão, nesse primeiro dia de Páscoa de 1,799, teve portanto um papel importante na criação do Estado de Isael.
No “El Moniteur Universal” de Paris em 22 de maio de 1.799, encontramos: “Bonaparte publicou uma proclamação por meio da qual convida a todos os judeus da Ásia e da África a juntarem-se sob sua bandeira com a finalidade de restabelecer a antiga Jerusalém”.
Em 16 de agosto de 1,800, Napoleão declarou: “Se eu governasse uma nação judia, reconstruiria o Templo de Salomão”.
Para finalizar este texto, cujo conteúdo suponho inédito para muitos, não podemos deixar de ressaltar a fundamental importância da atuação do gaúcho Osvaldo Aranha que presidiu a II Assembleia Geral da ONU que votou o plano para a partição da Palestina em 1.947, que culminou com a criação do Estado de Israel, fato que lhe rendeu eterna gratidão dos judeus e sionistas por sua atuação – postergou por três dias a votação, até que no decorrer do debate se chegasse ao número necessário de votos favoráveis, 30, três a mais do mínimo exigido, do Haiti, da Libéria e das Filipinas – em claro confronto com os países árabes da região.
Jayme José de Oliveira – cdjaymejo@gmail.com