segunda-feira, 11 de maio de 2015

SAMBA DO CRIOULO DOIDO



Samba do crioulo doido – Por Jayme José de Oliveira


Jayme José de Oliveira
Jayme José de Oliveira
“Samba do crioulo doido” foi composto em 1.968 por Sérgio Porto, mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta, para o Teatro de Revista. Procura ironizar a obrigatoriedade do uso de temas históricos nos desfiles das escolas de samba. Atualmente simboliza coisas sem nexo, textos mirabolantes e sem nexo. No link pode ser acessada a letra e Wilson Simonal interpretando.
A condução política no Brasil é um legítimo “samba do crioulo doido”. Para os tupiniquins que aprovam a “Lei de Gerson” – levar vantagem em tudo – ela é coerente. Para os brasileiros cônscios de que “não existe almoço grátis”, estapafúrdia.
O assunto que mais é debatido atualmente, a contenção de despesas, antes da eleição foi mandada às favas. Segurou-se o preço dos combustíveis, desonerou-se o IPI, a energia elétrica foi subsidiada e, ao ser inquerida sobre medidas que implicassem em mexer nas “conquistas sociais” a candidata afirmou peremptoriamente: “Nem que a vaca tussa”. Agora, vencido o pleito tenta-se impor, premida pela faltado dinheiro mal administrado as medidas provisórias 664 e 665 que afetam o abono salarial, seguro desemprego, auxílio doença e pensão por morte, causando faniquitos no PT e nos sindicatos. Ao ser aprovada a primeira etapa houve adesão apenas parcial do PT (9 deputados se ausentaram na hora da votação e um votou contra). Conhecido o resultado,ouviu-se em coro das galerias: “O PT pagou com traição, quem sempre lhe deu a mão”.
O “samba do crioulo doido” se consubstancia por sabermos que são medidas necessárias, inadiáveis e quiçá tardias.Então porquê a negativa enfática antes de outubro/2.014?
BIDU!!!
O conceituado comentarista político Jurandir Soares (Correio do Povo, 03/05/2.015) escreveu:
“Continuo falando sobre Cuba, onde os presidentes Lula e Dilma são adorados. E não é para menos, eles deram de mão beijada o porto de Mariel, a um custo de cerca de 800 milhões de dólares (2,4 bilhões de reais) financiado pelo BNDES, ou seja, dinheiro do povo brasileiro. Nesse porto está sendo implantada uma zona franca ao estilo de Manaus. Ou seja, para concorrer com a nossa. Por isso os cubanos são só alegria com os brasileiros”.
O presidente do Uruguai Jose Mujica festeja as tratativas de financiamento de 80% do porto de águas profundas em Rocha, ao custo de 500 milhões de dólares, através do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul. “O Uruguai não tem capacidade para financiar isso por si só e depende, por enquanto, de ajuda externa”.
Afora isso, nos governos Lula e Dilma foram financiadas e ou perdoadas as dívidas (montavam o valor de bilhões de dólares) dos seguintes países, em ordem alfabética:
Argentina, Angola, Bolívia, Cabo Verde, Colômbia, Congo, Costa do Marfim, Equador, Gabão, Guiné Bissau, Mauritânia, Moçambique, Nicarágua, Nigéria, Panamá, Peru, Senegal, Sudão, Tanzânia, Venezuela e Zâmbia.
Em vista desses perdões os países ficam habilitados a contrair novos empréstimos para obras a serem executadas por empreiteiras brasileiras.
A pergunta que não quer calar: Não seria mais importante e conveniente para o Brasil utilizar essas verbas que ora nos faltam para financiar metrôs (Porto Alegre), portos (Santos, Rio Grande). Estradas, barragens, etc. no nosso país? Além de terem minimizados os riscos de calote renderiam expressivos dividendos eleitorais.
portodecuba
Jayme José de Oliveira – cdjaymejo@gmail.com

quarta-feira, 6 de maio de 2015

NAPOLEÃO E A CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL



Napoleão e a criação do estado do Israel – Por Jayme José de Oliveira

Jayme José de Oliveira
Jayme José de Oliveira
ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE – IV
A humanidade é constituída por uma maioria de pessoas classificadas como médias, não confundir com medíocres. Eventualmente surgem luminares que mercê suas aptidões, personalidades e outros atributos elevados aos píncaros catapultam a civilização, moral, ética, cultural e tecnologicamente rumo ao ápice.
Hoje pretendo prestar uma justa homenagem ao pequeno-grande corso que, a par de ter convulsionado o mundo com suas conquistas nos campos de batalhas, tinha uma visão humanista pouco conhecida e menos ainda divulgada.
Napoleão Bonaparte não conheceu judeus na infância nem, possivelmente nos anos em que estudou na França. Seu primeiro contato com uma comunidade judia ocorreu em 9 de fevereiro de 1.797 durante a campanha da Itália.
Quando o exército francês entrou em Ancora, a comunidade judia vivia confinada num gueto durante a noite. Napoleão se surpreendeu ao constatar que portavam gorros e braçadeiras com estrelas de Davi. Um dos seus oficiais esclareceu que eram judeus e, obrigatoriamente, tinham de retornar ao gueto durante a noite, estavam marcados para identificação. Napoleão, imediatamente, ordenou fossem substituídos pelo emblema tricolor. Suprimiu o gueto e instruiu que lhes fosse permitido praticar abertamente sua religião. Napoleão também libertou os judeus dos guetos de Roma, Veneza, Verona e Pádua.
Em 16 de junho de 1.798, quando os franceses se apoderaram de Malta, inteirado que os Caballeros tratavam os judeus como escravos ordenou sua libertação e permitiu que erigissem uma sinagoga.
Quando os franceses assediavam San Juan del Acre, Napoleão planejou criar na Palestina um estado judeu independente. Os ingleses que acorreram para ajudar os turcos o impediram de realizar o projeto.
PROCLAMAÇÃO À NAÇÃO JUDIA
Quartel General de Jerusalém
10 de abril de 1.799 – VII ano a República Francesa
Na África e Ásia, aos herdeiros legítimos da Palestina:
Israelitas, nação que conquistadores e tiranos privaram durante anos de sua terra ancestral, porém não do seu nome, nem da sua nacionalidade!
Os observadores atentos e imparciais do destino das nações, mesmo não tendo os dons proféticos de Israel e de Joel, se deram conta da veracidade dos profetas que na véspera da destruição de Sion predisseram que os filhos de Sion regressariam à sua pátria com canções de felicidade e os lamentos de tristezas não retornaram jamais (Isaias 35.10).
De pé, exilados felizes! Esta guerra sem similar em toda a história foi empreendida em defesa das terras hereditárias que eram consideradas pelos inimigos como uma presa a ser desfrutada. Agora deixam de existir mil anos de ignomínia. Mesmo que a época pareça desfavorável à expressão de vossas petições, esta guerra lhes oferece hoje, contrariamente às expectativas, o patrimônio de Israel!
A Providência enviou para cá um exército jovem guiado pela justiça e acompanhado pela vitória. Meu quartel general está em Jerusalém e em breve estarei em Damasco, cuja proximidade não deverá mais causar sobressaltos à cidade de David, herdeiros legítimos da Palestina!
A Grande Nação não trafica homens e países como aqueles que venderam vossos ancestrais a todos os povos (Joel 4.6). Não usurpa vosso patrimônio. Não! Solicita apenas o que já conquistou com vosso apoio e autorização e conservará apesar de todos os adversários!
Levantai-vos e mostrai todo o poder que vossos opressores não puderam aniquilar e o valor dos descendentes desses heróis (Macabeo 12.15). Mostrai que dois mil anos e escravidão não foram suficientes para apagar este valor!
Apressai-vos! Este é o momento que talvez não volte nem em mil anos, de exigir a restauração de vossos direitos civis, de vosso lugar entre os povos do mundo. Tendes o direito de uma existência política como nações no concerto das nações. Tendes o direito de adorar livremente ao Senhor de acordo com vossa religião (Joel 4.20).
Não ocorresse o fracasso na frente de San Juan del Acre, Napoleão por meio desta proclamação acordada e impressa em 20 de abril de 1.797, teria criado o Estado de Israel. Os judeus não teriam de esperar 150 anos antes de voltar a ter um estado independente.
Esta proclamação, contudo, produziu frutos, deu origem ao Sionismo ao reforçar a ideia de que era justo que os judeus recobrassem uma pátria. As ideias expressas por Napoleão exaltaram o entusiasmo de todos que viram nelas a realização da profecia bíblica segundo a qual os judeus recobrariam um dia a posse da terra dos seus ancestrais. Cento e dezoito anos depois, em 1.917, o conde de Balfour, que era o chefe do Partido Conservador, declarou que a Inglaterra deveria ajudar o povo judeu a recuperar a Palestina, porém apenas 31 anos após, em 1.948, quando o Estado e Israel foi reconhecido por um voto da Assembleia Geral das Nações Unidas.
A declaração de Napoleão, nesse primeiro dia de Páscoa de 1,799, teve portanto um papel importante na criação do Estado de Isael.
No “El Moniteur Universal” de Paris em 22 de maio de 1.799, encontramos: “Bonaparte publicou uma proclamação por meio da qual convida a todos os judeus da Ásia e da África a juntarem-se sob sua bandeira com a finalidade de restabelecer a antiga Jerusalém”.
Em 16 de agosto de 1,800, Napoleão declarou: “Se eu governasse uma nação judia, reconstruiria o Templo de Salomão”.
Para finalizar este texto, cujo conteúdo suponho inédito para muitos, não podemos deixar de ressaltar a fundamental importância da atuação do gaúcho Osvaldo Aranha que presidiu a II Assembleia Geral da ONU que votou o plano para a partição da Palestina em 1.947, que culminou com a criação do Estado de Israel, fato que lhe rendeu eterna gratidão dos judeus e sionistas por sua atuação – postergou por três dias a votação, até que no decorrer do debate se chegasse ao número necessário de votos favoráveis, 30, três a mais do mínimo exigido, do Haiti, da Libéria e das Filipinas – em claro confronto com os países árabes da região.
Jayme José de Oliveira – cdjaymejo@gmail.com

terça-feira, 28 de abril de 2015

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE III




Assim caminha a humanidade III – Por Jayme José de Oliveira


Jayme José de Oliveira
Jayme José de Oliveira
As colunas “ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE I e II” alicerçam as que publicarei doravante. Abordarei fatos históricos relevantes que, muitas vezes, modificaram o rumo da História ou poderiam tê-lo feito; invenções e descobertas que catapultaram o progresso, da pedra lascada à conquista do espaço sideral; personagens que contribuíram para a humanidade se tornar o que atualmente é e quaisquer fatos que tenham protagonizado a jornada já tão longa e que sequer sonhamos até onde nos conduzirá.
A EVOLUÇÃO A PARTIR DO BIG BANG
Se afirmasse que Deus é a origem e Criador de tudo que existe no Universo e, além disso, continua regendo como o único e grande Maestro, estaria me filiando aos criacionistas e posicionaria Charles Robert Darwin entre os visionários iconoclastas.
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Se, ao contrário, apoiado na teoria apresentada em sua obra “A Origem das Espécies” (1859) debitasse às mutações uma sequência fortuita de transformações que ao longo do tempo levaram a molécula primordial evoluir até atingir seu apogeu, o homo sapiens, deixaria um vácuo impossível de ser preenchido, o início de tudo, do próprio Universo. A teoria do Big Bang ocorrido a 13,7 bilhões de anos não responde a pergunta fulcral: E antes?
Admitindo a existência de um Ser Todo Poderoso, Jeová, Deus, Alá ou Natureza, seja lá como O denominemos, nada mais lógico que admitirmos uma simbiose entre as duas teorias:
Deus criou o Universo com diretrizes para o tempo se encarregar da trajetória, a vida foi um corolário da evolução e o homo sapiens seu ápice.
Estamos em contínua progressão, por vezes em saltos gigantescos, outras sofrendo retrocessos lastimáveis. Não sabemos até quando, como e se ocorrerá a chegada ao Nirvana, que não será o místico mas o resultado do contínuo burilar das evoluções física, científica e ética.
Esta jornada que iniciou na pré-história selvagem, inculta e individualista, ruma com avanços e recuos em busca da civilização, da cultura e da vida comunitária sem guerras e hegemonias, onde todos usufruirão um existir digno tanto físico como emocional e intelectual. Não teremos como parâmetro a utopia de Thomas Morus, dos formigueiros e das colmeias onde o coletivo sufoca o indivíduo e obstrui o crescimento.
E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves do céu, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. (Gênesis 1:26)
O homo sapiens na sua trajetória que já dura 200 mil anos se diferencia de todos os outros seres vivos porque evoluiu não apenas na parte somática mas, principalmente, abriu espaço para a MORALIDADE.
A moralidade fala de um sistema de comportamento que diz respeito aos conceitos de certo ou errado. A palavra carrega conceitos de: (1) padrões morais, no que diz respeito a comportamento, (2) responsabilidade moral, no que diz respeito à nossa consciência e (3) identidade moral, alguém que é capaz de distinguir e agir certo ou errado. Os sinônimos mais comuns incluem ética, princípios, virtude e bondade. A moralidade tornou-se uma questão complicada no mundo multicultural em que vivemos. Indubitavelmente percorremos um longo e acidentado caminho até hoje, não o fizemos de maneira uniforme e continuamente ascendente. Houve recuos entremeando o progresso mas, ao fim e ao cabo chegamos onde estamos, melhores do que éramos quando iniciamos e longe do ponto que pretendemos alcançar.
A HISTÓRIA PODE SER DIVIDIDA EM:
 Pré-História, Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna, Idade Contemporânea.
 AS PRINCIPAIS CIVILIZAÇÕES, POR ORDEM ALFABÉTICA:
Árabe, Assíria, Asteca, Babilônia, Cartaginesa, Celta, Chinesa, Egípcia, Fenícia, Francesa, Germânica, Grega, Inca, Inglesa, Indiana, Japonesa, Maia, Olmeca. Persa, Rapa-Nui, Romana, Russa, Suméria, Turca, Viking.
Há 2.ooo anos a crucificação, impensável hodiernamente, era uma punição inserida nos cânones da jurisprudência contemporânea que condenou e executou Jesus Cristo.
Há 2.ooo anos a crucificação, impensável hodiernamente, era uma punição inserida nos cânones da jurisprudência contemporânea que condenou e executou Jesus Cristo.
Como insistissem na pergunta, Jesus levantou e disse: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado que lhe atire a primeira pedra”.(João 8:7) Consideremos as particularidades dos grupos, etnias, religiões, éticas, regiões, etc. dissimilares, há muita diversificação de usos e costumes.
Como insistissem na pergunta, Jesus levantou e disse:
“Aquele que dentre vós estiver sem pecado que lhe atire a primeira pedra”.(João 8:7)
Consideremos as particularidades dos grupos, etnias, religiões, éticas, regiões, etc. dissimilares, há muita diversificação de usos e costumes.
É A COORDENADA DO TEMPO
A clitorectomia, a circuncisão, a lapidação (apedrejamento) e o rapto para fins que nos causam náuseas, fazem parte dos costumes tanto sanitários como religiosos e jurídicos de diversos povos em pleno século XXI, dependendo de fatores de localização e idiossincrasias.
Abordaremos estas questões inter-relacionadamente quando viável, separadamente quando não, prospectando subsídios onde for possível pesquisar. Religiões e ciência nos fornecem farto material para estudo, resta separar criteriosamente.
No povoado de Chibok, no norte da Nigéria, a frase “a esperança é a última que morre” não significa nada. Para mais de 200 famílias de lá, a esperança já se perdeu – o que ainda permanece é a raiva pela impotência diante do que aconteceu há oito meses.Foi em 14 de abril de 2.014 que 276 estudantes de uma escola local foram sequestradas por militantes do grupo extremista BokoHaram.
O que aconteceu:
4Naquela noite, um grupo de homens armados invadiu um internato público de Chibok – um local predominantemente cristão, reuniu as jovens que tinham entre 16 e 18 anos em um auditório e começou a atear fogo aos dormitórios e salas do prédio, sequestraram 276 e as transportaram para local desconhecido.
Muitas das meninas que conseguiram escapar fizeram isso saltando dos caminhões e contando com a ajuda de desconhecidos que deram uma carona para elas naquela região hostil.
Do resto, não se soube mais, até o dia em que o líder da organização, Abubakar Shekay, que tem 30 ou 40 anos e foi descrito como “parte teólogo, parte gângster”, apareceu em um vídeo em meados de maio.
5“Eu sequestrei suas filhas”, disse. “Vou vendê-las no mercado, por Alá. Vou vendê-las e entregá-las ao matrimônio.”
“A escravidão é permitida na minha religião. Vou capturar as pessoas e escravizá-las.”
Em pleno século XXI. Em nome de costumes, ódio aos que não participam das mesmas crenças, fanatismo, ocorrem fatos como os acima descritos.
 É A COORDENADA DA GEOGRAFIA
Jayme José de Oliveira – cdjaymejo@gmail.com

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quarta-feira, 22 de abril de 2015

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE II




Assim caminha a humanidade II – Por Jayme José de Oliveira

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Jayme José de Oliveira – cdjaymejo@gmail.com

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quarta-feira, 15 de abril de 2015

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE I



PONTO E CONTRAPONTO - por Jayme José de Oliveira
“Por mais brilhante que sejas, se não fores transparente, tua sombra será escura”.

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE – I
ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE-1 inicia uma série de colunas, em princípio postadas semanalmente. Abordarão assuntos os mais variados que tentarão esmiuçar a trajetória do homo sapiens desde o primórdio, ocorrido há 200.000 anos.
Evolução (ética, tecnológica e comportamental), história, cultura e ciência complementarão o contexto.
Para iniciar escolhi como tema o Universo e sua composição desde as partículas subatômicas até as mais distantes galáxias. O Big Bang, princípio de tudo, as teorias que evoluíram no decorrer do tempo e as previsões de como prosseguirá. 
O UNIVERSO
O universo existe há 13,7 bilhões de anos;
a Terra, há 4,5 bilhões;
o homo sapiens, há 200.000.
O surgir deste bípede frágil mas com um plus que o catapultou ao píncaro, o cérebro, desencadeou a busca incessante de respostas ao ignorado.
O que é o universo? De que se compõe? Há quanto tempo existe? Continuará sua evolução? Como evoluirá? Há outros universos?
Perguntas, perguntas, perguntas...
Os gregos acreditavam que o universo era formado por quatro elementos: água, terra, fogo e ar. A combinação deles seria a essência de tudo e tudo podia ser reduzido ao tamanho do indivisível: o átomo. Hoje sabemos que não é bem assim, na realidade se ampliou o número dos elementos e o indivisível foi dividido.
Mas, afinal, de que se compõe o universo?
Pode parecer paradoxal e quase inacreditável, mas tudo o que vemos, sentimos e abrangemos, o nosso universo visível e palpável representa apenas 5% do que realmente existe. Inclui desde as partículas subatômicas até as mais distantes galáxias.
A “matéria escura”, outros 23%;
a “energia escura”, os restantes 72%.










Descobrimos que o átomo é composto por um núcleo constituído pelos prótons (carga elétrica positiva) e nêutrons (sem carga elétrica). A coroa é formada pelos elétrons (carga elétrica negativa). O equilíbrio existe quando se contrabalançam.


Para visualizarmos os átomos temos de ter como parâmetro 10-14 metro. Os prótons e nêutrons se situam na escala 10-15 metro e os quarks  10-18 metro. Há físicos que estendem os parâmetros para níveis muito inferiores, chegaríamos às cordas, mas isso é assunto controverso, ainda provoca polêmicas.

Existem quatro forças que interagem no universo mantendo-o coeso e harmonioso.
1.   Força gravitacional.
Isaac Newton, o da maçã caindo na cabeça, elaborou as leis da gravitação: “Dois corpos atraem-se com força diretamente proporcional às suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que separa seus centros de gravidade”. A gravidade que nos permite permanecer na Terra obedece esta lei.
2.   Força eletromagnética.
Resulta da ação das atrações e repulsões elétricas e magnéticas dos corpos distantes entre si.
3.   Força nuclear forte.
 Mantém os quarks em suas posições. É de tal magnitude que supera a força da gravidade de maneira extraordinária.
4.   Força nuclear fraca.
É a força que cinde as partículas nas reações radioativas.
RADIAÇÕES
O universo está repleto de radiações naturais que viajam à velocidade da luz. Raios cósmicos, raios X, raios ultravioletas, neutrinos, raios gama, ondas hertzianas... Os raios cósmicos quando se chocam com a atmosfera terrestre explodem como se saíssem dum chuveiro e o feixe primário deixa de existir e se transforma em diversas partículas que podem ser analisadas nos laboratórios.








Algumas radiações tem um poder de penetração tão intenso que para serem detectadas e estudadas sem interferência das demais, constroem-se laboratórios no interior de montanhas, centenas de metros abaixo da superfície, em terreno rochoso. Mesmo assim, partículas como os neutrinos conseguem atravessar. Aliás, os neutrinos atravessam o globo terrestre e continuam sua trajetória pelo espaço sideral.
Além desse poder de penetração, raios cósmicos, raios X e ultravioletas entre outros, podem ser deletérios à vida, provocam doenças e mutações.
Além das radiações naturais, outras podem ser criadas artificialmente a partir de aceleradores de partículas. O Grande Colisor de Hádrons em Genebra é o mais potente e através dele os cientistas pretendem confirmar a existência do Bóson de Higgs. Em 14 de março de 2.013 ocorreu o primeiro sucesso que, confirmado em novas tentativas preencherá a última lacuna. Também conhecido como a partícula de Deus, devido à propriedade de permitir que as demais partículas possuam diferentes massas. Originada nos primeiros momentos do Big-bang seria o responsável, pela existência de massa no universo.








Isso tudo constitui a parte visível do universo que conhecemos.

MATÉRIA E ENERGIA ESCURA
Após decorrer longo tempo, quando parecia ser estável o universo e seu destino previsível seguindo as leis de Newton, surgiram anormalidades que inicialmente suscitaram dúvidas, certezas a posteriori. Iniciemos relembrando as Leis de Newton:
1.   Todo o corpo continua em estado de repouso ou de movimento, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças aplicadas sobre ele. É o princípio da inércia do repouso e da inércia do movimento.
2.   A mudança de movimento é proporcional à força motora imprimida, e é produzida na direção da linha reta na qual aquela força é imprimida.
3.   A toda a ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade, as reações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em sentidos opostos.
Johannes Kepler complementou ao calcular os tempos e trajetórias dos planetas.
1.   Os planetas descrevem órbitas elípticas, com o sol num dos focos.
2.   O raio vetor que liga o planeta ao sol descreve áreas iguais em tempos iguais. Para tanto, as velocidades de translação variam com a distância do sol.
3.   Os quadrados dos períodos de revolução são proporcionais aos cubos das distâncias médias do sol aos planetas. É uma constante de proporcionalidade.
Para que estas leis funcionem a contento, as massas que interagem gravitacionalmente tem que ser conhecidas e estarem dentro de parâmetros factíveis. Observações mais acuradas revelaram que a órbita de Plutão sofria anomalias que só explicadas após a descoberta de Netuno. A massa do novo planeta provocava as excentricidades aparentes de Plutão.
Mais uma vez parecia que tudo fora solucionado e o universo era regido segundo as leis conhecidas na época.
Com o lançamento de satélites como o Hubble e de sondas espaciais constatou-se nova anomalia, desta vez em nível galáctico. Que o universo se expande era fato conhecido, porém, pelas leis da gravitação as galáxias não poderiam ter uma velocidade de rotação maior na periferia que na zona central como ocorre. Em vez de considerar erradas as leis da gravitação, evoluiu-se para admitir a existência de massas não visíveis mas que equilibram o conjunto. Não sendo visíveis, denominou-se de “Matéria escura”. A matéria escura não emite luz e não pode ser observada por telescópios óticos. É invisível, misteriosa e só pode ser detectada de modo indireto pela força gravitacional que exerce, por telescópios de lentes gravitacionais (imagem anexa). Especialistas sugerem que ela é formada por partículas massivas que praticamente nunca interagem com partículas normais de matéria.
 















Para complicar de vez, atualmente há cientistas renomados como Stephen Hawking que consideram a possibilidade da existência não de um universo, mas inúmeros, os multiversos. Também as dimensões que conhecemos, três mais o tempo, se ampliam até atingirem um número de onze.
Estamos recém adentrando no estudo da “Teoria do Tudo”. O que virá, não podemos nem remotamente pensar, mas o certo é que a curiosidade e o engenho humanos continuarão na busca incessante do ainda desconhecido.
VIAJEM AO LADO ESCURO DO UNIVERSO – 8 min
BÓSON DE HIGGS– 11min49seg

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado

terça-feira, 7 de abril de 2015

1º PARLAMENTO IBERO-AMERICANO DA JUVENTUE




1° Parlamento Ibero-Americano da Juventude – Zaragoza, Espanha – por Jayme José de Oliveira


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Jayme José de Oliveira
Quando conscientizados para causas justas, os jovens se engajam com todo o ardor característico e promovem movimentos que tem o condão de, inclusive, abalar estruturas aparentemente indestrutíveis. Assim ocorreu em agosto de 1.992 quando os caras-pintadas lideraram o movimento que culminou com o impeachment do presidente Collor.
A proliferação de governos populistas com vieses totalitários ou mesmo “democráticos” estão estimulando um novo movimento.
Entre 17e 19 de setembro de 2.014 a Rede Ibero-americana LIDER organizou o 1º Parlamento Ibero-americano da Juventude em Zaragoza, na Espanha. Gloria Alvarez do Movimento Cívico Nacional da Guatemala fez uma apresentação sobre os males do populismo, o que ela diz explica muito do que ocorre atualmente no mundo, inclusive no Brasil.
Transcrevo uma sinopse, o link ao final permite acessar a íntegra.
O Populismo inicia acabando com as instituições e pouco a pouco reescreve constituições para poder adequá-las aos desejos dos diferentes líderes corruptos que temos na América Latina.
O Populismo não existe por casualidade mas pelo péssimo trabalho dos governos que os antecederam e que nos levaram à crise absoluta e induziu populações a recorrerem a esses líderes, às vezes por vias democráticas e isso justifica sua permanência no poder.
O que esperamos do governo? A defesa dos direitos inalienáveis de cada um de nós: nossa vida, nossa liberdade e nossa propriedade. Estes direitos podem e devem existir para todos indistintamente. Além destes, há também o direito à saúde, à educação e uma série de outros, que não foram atendidos. O problema é que para existirem esses direitos para todos, exige-se a renúncia do direito de alguns excedentes de certas pessoas para serem outorgados à população. Por causa disso surgiram regimes populistas e autoritários que vemos hoje. Independentemente de nossa ideologia política, temos que encarar o debate de como distribuir os direitos e donde tirar os recursos, porque, se não o fizermos, as populações seguirão vendo nesses líderes a solução.
O Populismo é o atalho pelo qual se joga com as necessidades do povo prometendo o impossível aproveitando a miséria das pessoas, desprezando a razão e a lógica na tomada das decisões. Joga com a necessidade para impor uma ditadura.
Há três tipos de governo possíveis: Monarquia, que degenera em Ditadura; Aristocracia, onde um grupo governa virando Oligarquia e nós na América Latina conhecemos bem ou há uma Democracia onde todos governam e acaba degenerando em demagogia, algo que também conhecemos.
Quando os gregos – Sócrates e Aristóteles foram os filósofos porta-vozes – analisaram essas três formas de governose deram conta que a República era a resposta porque dava institucionalidade ao governo. O Monarca na forma de Presidente, a Aristocracia na forma de um Parlamento e a Democracia como veículo e via de comunicação e escolha. É por isso que a República anula os vícios das três formas de governo para agrupá-los de forma institucionalizada que o Populismo, hoje, está destruindo. Acabemos com o Populismo através da tecnologia que permite nos comunicarmos e descobrir que nossos líderes populistas anulam a razão e a lógica estimulando as paixões. Nós também devemos usar a paixão, mas pela educação, pela troca de ideias, pelo conhecimento e para recuperar a dignidade das pessoas. Pessoas sem dignidade pensam que precisam de um líder para controlar absolutamente tudo. A miséria as faz conceder seu voto por qualquer objeto material que naquele momento necessitem.
A admiração que há pelo Regime Cubano ou Venezuelano é absurda porque não é guiada pela razão e pelo conhecimento, mas pela ideologia. Poucos reconhecem, por exemplo, que em Cuba um engenheiro prefere ser taxista. Poucos veem no regime Chavista as atrocidades e as violações dos direitos humanos, porque tudo o que veem é que há saúde e educação de graça. MAS NADA É DE GRAÇA, tudo é pago com o dinheiro originado da corrupção e quando ela começa – a corrupção – todo o sistema perde suas virtud
Na Guatemala teremos eleições e, infelizmente, os três candidatos vão pela via populista, sejam de direita ou de esquerda. O populismo se infiltrou em todas as ideologias porque divulgou: “Você está mal porque alguém está bem”. O que temos de resgatar é que todos podemos estar bem.O fato de que uma pessoa acumula riquezas não impede outra de acumular também. Para que isso aconteça precisamos de segurança jurídica, de um Estado correto e acima de tudo, resgatar nos nossos Parlamentos o respeito e a admiração pelo debate de ideias com argumentos baseados na lógica e na razão e não em interesses pessoais e subalternos. Mas, um povo que não tem educação não vai exigir isso de seus políticos. Um debate pela lógica e razão será facilmente manipulado pelas paixões. Devemos usar as redes sociais e a tecnologia, que abrangem todo o continente, para acabar com o Populismo indutor da ilusão de que só os benefícios materiais importam ao votar.
Eu proponho que amanhã, ao assinarmos a Declaração de Zaragoza, nos comprometamos a acabar com o Populismo e resgatar o nosso futuro.
http://www.psdb-rj.org.br/site/midia/espaco-aberto/4509-gloria-alvarez-sobre-populismo-no-parlamento-iberoes.americano-da-juventude