sábado, 19 de outubro de 2013

CATEDRAL DE PEDRA - CANELA - RS




História

A construção da Igreja Matriz de Canela teve inicio em 1953 com projeto do Arq. Bernardo Sartori, em 1941 os alicerces já estavam bem adiantados, em 1955 ficou definido que a nova Igreja seria revestida de pedra basalto, em 1964 foram concluídas as paredes ao redor da antiga Igreja e então se deu a demolição da mesma, em 1965 foi realizado a colocação do telhado e no ano seguinte a campanha dos vitrais que foram doados por pessoas da comunidade, o forro foi colocado em 1978 e em 1982 o piso em pedra basalto, em 1987 foi colocado a porta em madeira mogno com escultura gótica de Walter Frasson.

 

    A “Catedral de Pedra de Canela” como é conhecida possui estilo gótico, a Igreja Matriz da cidade está situada bem no centro de Canela, na Praça da Matriz e atualmente é um dos pontos turísticos mais visitados do Rio Grande do Sul.

 

  A Igreja tem 65 m de altura e um carrilhão de doze sinos de bronze que leva o nome de 'Carrilhão da Independência' e foi fabricado pela fundição Giácomo Crespi, na Itália, e aqui instalado em 1972. O mesmo ficou sem funcionar por cerca de vinte anos e no final de 2005 volta a soar.

 

    O Cônego João Marchesi foi uma das principais figuras da história da comunidade católica canelense. Ele foi o grande idealizador da Igreja Matriz e participou dtesde a primeira Romaria e Festa em Honra a Nossa Senhora de Caravaggio. Seu sepulcro situa-se no interior da igreja.

 

    Outra verdadeira obra de arte é o altar esculpido em madeira pelo uruguaio Júlio Tixe, como tema da escultura: a Santa Ceia.

 

  A Via Sacra, que ornamenta os dois lados internos da Igreja Matriz, foi confeccionada por Pablo Orona Herrera, escultor e restaurador de arte sacra. Os quadros são feitos de madeira e argila, tendo ao fundo pintura sobreposta de imagens em argila.

 

    Os coloridos vitrais que iluminam a Catedral de Pedra de Canela representam a Ladainha de Nossa Senhora.

 

  No altar, três painéis pintados pelo artista gaúcho Marciano Schimitz retratam a aparição de Nossa Senhora, a Alegoria dos Anjos e a Anunciação. O mesmo artista assina os brasões dos quatro evangelistas.

 

    Nossa Senhora de Lourdes foi escolhida padroeira da Paróquia pela comunidade canelense. A Paróquia Nossa Senhora de Loudes foi fundada em 1937.

As fotos foram clicadas em 11/10/2013.

 


































sexta-feira, 18 de outubro de 2013

VERGONHA


As questiúnculas políticas exacerbadas pela proximidade da eleição de 2014 está desnudando conotações que, no mínimo, não dignificam o atual governador.
Quando as primeiras depredações ocorreram em abril, poder-se-ia alegar o fator surpresa, embora um contingente da Brigada Militar, a poucos metros, assistisse passivamente. Obedecendo ordens superiores? Pode-se alvitrar esta possibilidade uma vez que Tarso declarou e tem reiterado que a proteção e vitrines não justifica o risco de resultarem feridos num confronto. Após as lamentáveis ocorrências nas quais o Museu Júlio de Castilhos e a Catedral Metropolitana foram vandalizados, esperava-se uma mudança de atitude, que ocorreu. Parcialmente. A residência do governador e o Palácio Piratini estão salvaguardados, a poucos metros o domicílio do prefeito, não! Vergonhosamente!!!

 
 

 
 


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

ORÁCULO DE DELFOS

 
 
Ao artigo "Oráculo de Delfos"  de Mário Corso, duas considerações:
  1. Houve ao longo dos tempos pessoas que, se não predisseram o futuro, o anteviram. Júlio Verne, num tempo em que a energia atômica e foguetes propulsores inexistiam, escreveu "20.000 Léguas Submarinas" com o submarino Nautilus propulsionado com energia nuclear e a "Viagem à Lua" partindo do Cabo Canaveral e amerrissando no Golfo do México, George Orwell, em 1848 descreveu o mundo do "Irmão Grande" e suas câmeras de vigilância onipresentes. "A Revolução dos Bichos", onde todos eram iguais, mas alguns "mais iguais" escancara nosso mundo, principalmente o político. A aliança do porco Napoleão com os humanos para subjugar os "menos iguais" se encaixa como uma luva na atual "governabilidade".
  2. Há muito acredito que as molas propulsoras da humanidade são as insatisfação e curiosidade. A primeira nos impele a buscar o que ainda não possuímos e a segunda a indagar o que por hora ignoramos. É de minha autoria a frase que  minha Área de Trabalho ostenta: "Cada resposta que obtemos nos sugere dez novas questões, mas, o que nunca vai acabar é a procura do homem pelo conhecimento.
 
 
 




Caríssimo Jayme

 

É isso mesmo, bela frase, desde a modernidade temos que saber suportar tantas dúvidas sem perder a esperança de saber.

 

Um abraço de curioso para curioso.

 

Mário Corso

 
 
 
 
 
 


 



DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS





É inadmissível que divergências políticas legitimem procederes diversos. No último badernaço propiciado pelos black-blocks, enquanto a residência do governador era protegida pela Brigada Militar, o prédio em que reside o prefeito foi depredado apesar da existência de contingente da mesma corporação a 20 metros de distância, que permaneceu inerte. Dois pesos, duas medidas fazem lembrar George Orwell (A Revolução dos Bichos) que já então (1984) constatava: "Todos são iguais perante a lei, mas alguns são mais iguais". Para tornar mais injusta a discriminação, os condôminos que também ficaram à mercê dos salafrários não tem nada a ver com questiúnculas políticas.

Resumo do livro:
Qualquer semelhança com fatos atuais não é mera coincidência.
 

A Revolução dos Bichos - George Orwell


 

A história, desde a expulsão de Jones até a "transformação completa de Napoleão em "humano" durou aproximadamente 6 anos. Na Granja do Solar, situada perto da cidade de Willingdon (Inglaterra), viviam bichos, que como dono tinham o Sr. Jones. O Velho Major (porco) teve um sonho, sobre uma revolução em que os bichos seriam autossuficientes, sendo todos iguais. Era o princípio do Animalismo. O Major morreu, mas mesmo assim os animais colocaram em prática a ideia do líder, fazendo a Revolução dos Bichos.

Depois da Revolução, a Granja passou a se chamar Granja dos Bichos, e quem a administrava era Bola-de-Neve (porco). Bola-de-Neve seguia os princípios do Animalismo, e mesmo sendo superior (em quesitos de inteligência e cultura) em relação aos outros animais, sempre se considerou igual a todos, não tendo privilégios devido à sua condição.

Bola-de-Neve tinha um assistente, Napoleão (porco), que na ânsia pelo poder, traiu o amigo, assumindo a administração da Granja. Napoleão mostrou-se competente e justo no começo, mas depois passou a desrespeitar os SETE MANDAMENTOS, os quais firmavam as ideias animalistas. Depois de aproximadamente 5 anos, Napoleão já ocupava a casa do Sr. Jones, bebia álcool, vestia as roupas do ex-dono, andava somente sobre duas pernas e convivia com seres humanos, enfim agia em benefício próprio, instalando um regime ditatorial, dominando e hostilizando os demais animais, considerados seres inferiores e sem direitos. Por essa época, já não era possível distinguir, quando reunidos à mesa, o porco tirano e os homens com quem se confraternizava. Napoleão conseguiu sair vitorioso graças à ajuda de Garganta, porco servil e obediente e que, através de bons argumentos, convencia os animais de que tudo o que acontecia era para o bem deles.

Os SETE MANDAMENTOS do Animalismo eram os seguintes:

Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo; Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo; Nenhum animal usará roupas; Nenhum animal dormirá em cama; Nenhum animal beberá álcool; Nenhum animal matará outro animal; Todos os animais são iguais. Napoleão, aos poucos, alterou todos os mandamentos. Foi Bola-de-Neve quem escreveu os SETE MANDAMENTOS.

A Revolução dos Bichos é um livro de extrema importância para entendermos o funcionamento de sociedades comandadas por diferentes tipos de governo, além de mostrar de forma genial a ambição do ser humano, o "sonho do poder".

O Senhor Jones era o dono da Granja e, como tal, explorava o trabalho animal em benefício próprio, para acumular capital. Em troca dos serviços prestados, ele pagava com a alimentação, que nem sempre era boa e suficiente. Temos aí o retrato de uma sociedade capitalista: quem mais trabalha é quem menos ganha.

A Revolução que se deu por ideia do "Major", tinha por princípio básico a igualdade; sendo assim, o Animalismo corresponde ao Socialismo, regime em que não existe propriedade privada e em que todos são iguais, e todos trabalham para o bem comum.

A princípio, houve um socialismo democrático, em que todos participavam de assembleias, dando ideias e sugestões, liderados por Bola-de-Neve, bem aceito pelos animais em geral. Napoleão representa o desejo da onipotência, do poder absoluto e, para conseguir seus objetivos, tudo passa a ser válido: mentiras, traições, mudanças de regras.

Tempos depois instaurava-se na Granja uma verdadeira Ditadura, o regime em que não há liberdade de expressão, direito a opiniões etc. Na sede pelo poder e pela riqueza, Napoleão entra em contato com os homens para com eles negociar, comprar, vender, enfim, acumular riquezas e tudo graças ao trabalho dos animais, verdadeiros empregados mal – remunerados, ajudando o "patrão" a ter regalias, bens materiais, capital.

A situação fica mais crítica do que quando Jones era o dono da Granja porque, mais do que nunca, os direitos humanos, ou seja, dos animais foram violados de forma cruel e tendo consequências gravíssimas como a morte de alguns, o desaparecimento de outros e muita tortura.

Com base nos fatos ocorridos podemos concluir que a história nos mostra os dois tipos de dominação existentes – a dominação pela sedução: Garganta persuadia os animais com seus argumentos convincentes e eles aceitavam pacificamente as mudanças efetuadas, e a dominação pela força bruta: quem se rebelasse contra as ordens era punido fisicamente, torturado por cães treinados e levados até à morte.

 

 
 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

FLOR DE GEADA

 
 
A Mãe Natureza não cansa de nos surpreender com suas múltiplas e estupefacientes maravilhas. Já a apelidei alhures de "adolescente rebelde"  a água por se esmerar em transgredir os ditames que regem nossos proceder e convivência. 
Vejam o que ela "aprontou" desta vez! 
 
Ela é tão bonita como  rara. Uma flor de geada é criada no outono ou no início da manhã de inverno, quando o gelo, em camadas extremamente finas, é empurrado para fora do caule de plantas ou, ocasionalmente, da madeira.
Esta extrusão cria padrões maravilhosos que enrola e dobra em pecíolos congelados lindos dando a este fenômeno tanto seu nome, como a sua aparência.
 











 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

VITÓRIA DE PIRRO





Charge retratando a chegada de Pirro e suas tropas à Itália

Vitória pírrica ou vitória de Pirro é uma expressão utilizada para expressar uma vitória obtida a alto apreço potencialmente acarretadora de prejuízos irreparáveis.

A expressão recebeu o nome do rei Pirro do Épiro, cujo exército havia sofrido perdas irreparáveis após derrotar os romanos na Batalha de Heracleia, em 280 a.C., e na Batalha de Ásculo, em 279 a.C., durante a Guerra Pírrica. Após a segunda batalha, Plutarco apresenta um relato feito por Dioniso de Halicarnasso:

Os exércitos se separaram; e, diz-se, Pirro teria respondido a um indivíduo que lhe demonstrou alegria pela vitória que "uma outra vitória como esta o arruinaria completamente". Pois ele havia perdido uma parte enorme das forças que trouxera consigo, quase todos os seus amigos íntimos e os principais comandantes, não havia outros homens para formar novos recrutas e encontrou seus aliados na Itália recuando. Por outro lado, como que numa fonte constantemente fluindo para fora da cidade, o acampamento romano era preenchido rápida e abundantemente por novos recrutas, todos sem deixar sua coragem ser abatida pela perda que sofreram, mas sim extraindo de sua própria ira nova força e resolução para seguir adiante com a guerra.[2]

Esta expressão não se utiliza apenas em contexto militar, mas também está, por analogia, ligada à atividades como a economia, a política, a justiça, a literatura e o desporto para descrever uma luta similar, prejudicial para o vencedor. Lembro dois episódios que tiveram como protagonista o time de minha afeição, o Grêmio PA. No primeiro deles, que assisti, por absurdo e incompreensível artigo do regulamento, foi forçado a perder um jogo para se classificar, não o fizesse seria eliminado das finais. Um exemplo paradigmático do que seria uma vitória pírrica. Noutra oportunidade, jogando contra o Flamengo no Maracanã, uma vitória classificaria o arqui-rival. Perdeu, obviamente.

A guerra contra o Iraque, se por um lado causou a saída e subsequente julgamento e morte de Sadan Hussein, não desarticulou a Al-Qaeda, tanto que a derrubada das Torres Gêmeas pode e deve ser considerada uma represália jamais vista anteriormente. Uma vitória de Pirro.



 

Em 18/09/2013, o ministro do STF Celso de Mello, decano do tribunal, com seu voto favorável desempatou favoravelmente (6x5) o pedido de concessão dos embargos infringentes aos réus do mensalão. O julgamento se prolongará por mais alguns meses e só poderá beneficiá-los, uma vez que a solicitação partiu dos advogados de defesa. Será uma vitória de Pirro?  Só o tempo o dirá. O que nos causa arrepios é o fato da decisão abrir, onde havia uma réstia, um escancarar das portas para o quero-o-meu. Refletirão os tentados a aproveitar posições estratégicas para formarem um pé-de-meia  com manobras “heterodoxas”: Se meliantes (assim podem ser denominados, uma vez que julgados e condenados)  encastelados em postos chaves se esgueiram pelas largas malhas da lei, por quê não imitá-los?

E nós, cidadãos honestos continuaremos pagando a conta.

Delúbio Soares, um dos condenados beneficiados na aceitação dos embargos infringentes postou em seu twitter:

São Paulo - O ex-tesoureiro do PT e um dos 12 réus beneficiados nesta quarta-feira, 18, com um novo julgamento no processo do mensalão, Delúbio Soares publicou em sua página na rede de microblog Twitter um link da música "Because We Can" (porque podemos), do cantor Bon Jovi.
Não é um acinte?